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terça-feira, 12 de setembro de 2017

Falta de acessibilidade: Um problema que persiste há décadas na Terra da Zumbi dos Palmares

Deficientes físicos e idosos são os que mais sofrem com a falta de acessibilidade nos espaços físicos e com a falta de educação das pessoas;

 
Nesse sábado, 09, a produção do Programa Mesa Z acompanhou Manoel Simeão, presidente da Associação de Deficientes Físicos de União dos Palmares - ADEFUP por um passeio pelas ruas de União dos Palmares, a fim de constatar as dificuldades que passam as pessoas com a falta de acessibilidade, sobretudo os idosos e portadores de deficiência física.

Durante a caminhada que teve inicio da praça padre Cícero, pudemos constatar a ocupação irregular dos espaços públicos, a exemplo do praça, que perdeu a razão de existir, pois está tomada por bares e espetinhos. "As pessoas bebem na praça e depois fazem das paredes banheiros, é um cabaré" repudiou Aparecida.  Ainda na praça tivemos dificuldade de atravessar a rua, pois os condutores de veículos não dão a vez ao pedestre.

No semáforo do cruzamento da Rua Tavares Bastos e Hermano Plech, paramos por 10 minutos  e percebemos que a maioria dos veículos, sobretudo as motos não respeitam o sinal de trânsito.  "Temos que ter muita atenção, pois corro risco de ser  atropelado diariamente, se o pedestre não tem vez, imagine o cadeirante". Destacou Manoel Simeão.

Ao subir a Tavares Bastos, as dificuldades aumentaram, pois só encontramos de acesso aos as calçadas, exceto a do Armarinho Quitina, e as calçadas estão obstruídas por postes da Eletrobrás, daí o cadeirante é obrigado a dividir o espaço da rua com os veículos. No centro da cidade ficou mais complicado por conta do semáforo quebrado, tivemos a sensação que íamos ser atropelados, os veículos não dão a vez e os finos na cadeira são constantes. Os agentes de trânsito também não contribui nesse sentido, as fim de que tenhamos uma travessia segura.


A feira livre...
Na feira encontramos carroças, motos e corredores de bancas apertados que dificultam o acesso dos idosos e portadores de deficiência. Os feirantes justificam e reclamam da ausência dos fiscais e SMTT. " A pressa as vezes faz os motoqueiros avançar um sinal, mas agora está melhor, pois saímos na vez, acabou o corre - corre por passageiro. Vamos cobrar do presidente mais empenho na fiscalização" Tota mototaxi.

Portanto, agradecemos a Manoel Simeão por nos permitir essa experiência de se colocar no lugar do outro. Fica aqui a sugestão para os condutores de veículos e motos deixarem seus transportes em casa e sair um dia a pé para sentir as dificuldades que passam os pedestres, sobretudo, idosos e deficientes. Parabenizar aos poucos comerciantes que aderiram a acessibilidade e sugerir aos que não tem essa opção que se adéqüem. Esperamos que o gestor faça também a sua parte, pois vivemos numa cidade histórica, é lamentável, não se admite tamanha falta de acessibilidade e respeito aos pedestres, sobretudo  idoso e deficiente.

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