quarta-feira, 23 de setembro de 2026
DE DOMINGO AGORA A OITO É DIA DE ELEIÇÃO
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
14 anos sem resposta: Quem explodiu a Rádio Farol FM?
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| Imagem de câmaras de monitoramento do centro da cidade |
Quatorze anos se passaram, no entanto até hoje a comunidade palmarina não tem conhecimento de quem foi o responsável pela explosão do estúdio da Rádio Farol FM. A ação pode ter influenciado de forma indireta no resultado das eleições para prefeito em União dos Palmares em 2012.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
Bastidores da origem do bairro Roberto Correia de Araujo
Histórias da política palmarina
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Foto:
União das antigas José Pedrosa, Rubinho, Mano e Tonheiro
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* Na época não se configurava crime eleitoral as doações feitas pelos candidatos
Rubinho também foi o fundador do Ginásio Municipal Mário Gomes de Barros.
quinta-feira, 25 de setembro de 2025
OS CARAS PRETAS
Histórias da política palmarina:
Em União, saíram “Os Caras Pretas” e hoje, a grande maioria dos políticos da nossa cidade são “Caras Pálidas”. Políticos sem ideologia, sem formação política, sem compromisso e SEM VERGONHA NA CARA.
Quando assumiram o poder em 1964, os militares para
restringir as articulações políticas da oposição, extinguiram o
pluripartidarismo, em 1965, pelo ATO INSTITUCIONAL NÚMERO DOIS e ATO
COMPLEMENTAR NÚMERO QUATRO, estabelecendo o Bipartidarismo no Brasil, deixando
os outros partidos na ilegalidade,
Foi então que surgiram a ARENA (Aliança Renovadora Nacional)
e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), partidos que definiam a situação e
a oposição.
Em União, como em outras cidades; esses dois partidos eram muito
bem divididos. A Arena tinha a mão forte dos militares e a subserviência dos
seus filiados em troca dos benefícios do poder. Enquanto o MDB era determinado
pelos inconformados com o poderio da situação. Os oposicionistas.
Na nossa cidade esta situação dividia amigos e familiares,
numa guerra política desastrosa e inconsequente.
Na minha infância, ficou bastante evidente esta divisão
através das famílias Gomes de Barros na ARENA e os Vergeti no MDB. Isto era uma
loucura! Esses Grupos faziam com que a população se dividisse e se enfrentassem
no campo das discussões políticas e até no braço mesmo. Na verdade este vínculo
com as famílias eram tão fortes que sobrepunha à questão ideológica.
A questão social ficava prejudicada por esta divisão, pois a
separação da sociedade palmarina era explicita, ou seja; que estava em um lado
não poderia se relacionar com o outro. As amizades e até os casamentos, era de
bom gosto se fosse entre os partidários. Quem não era do mesmo partido era
chamado de “CARA PRETA”.
No período das campanhas políticas era um inferno, as pessoas
se tornavam inimigas. Os carros de sons que anunciavam os comícios e que
vendiam o “peixe” do seu partido convidavam os correligionários para uma noite
de promessas, que geralmente nunca eram cumpridas. Os comícios era o termômetro
das campanhas. A quantidade de pessoas nos comícios demostrava a força e a
capacidade de aglutinação e de mobilização, dos candidatos e do partido. O
comício virava um grande acontecimento. Geralmente o palanque era um caminhão,
que ficava carregado de gente; com alguns autofalantes amarrados em caibros,
para o som alcançar a maior distância possível e o eleitor pudesse ouvir as
promessas dos candidatos.
Durante o dia era uma verdadeira agonia para a população. A
poluição sonora era terrível e com músicas mal arranjadas e de péssima
qualidade. Em uma rua passava um carro de som com a música: “É Mano, é Mano, é
Mono; é Mano sim senhor...”; na outra: “Afrânio Vergeti, candidato a prefeito,
vote nele eleitor; dessa vez União toma jeito”; eles passaram pela prefeitura
de União e até agora a nossa cidade continua sem jeito.
Hoje com a pluralidade partidária, na nossa cidade, ainda tem
gente que nunca deixou de acompanhar seus candidatos, em troca de empregos ou
benefícios destes, quando eles chegarem ao poder. Agora a troca de partido
virou moda. Todos os políticos estão arrumando em jeitinho de levar vantagem
com a troca partidária.
Em União, saíram “Os Caras Pretas” e hoje, a grande maioria
dos políticos da nossa cidade são “Caras Pálidas”. Políticos sem ideologia, sem
formação política, sem compromisso e SEM VERGONHA NA CARA.
Lembranças do passado, Por Joaquim Maria.
Leia também:
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sexta-feira, 25 de julho de 2025
O RELAXAMENTO DO POVO E A INÉRCIA DO GOVERNO
Nasci em União dos Palmares, na fazenda gordo, sempre estudei em Escolas Públicas. Na minha infância, tive que trabalhar cedo. Vendi picolé peguei carrego nas feiras de União, limpei jardins, aprendi lavar, passar e cozinhar, assim me cresci.
Aprendi com meu pai que para vencer na vida honestamente, temos que trabalhar sair do estado inércia e ir à luta. Além desses valores, minha mãe me incentivou aos estudos, pois sempre acreditou e me fez acreditar na Educação como instrumento de emancipação. Desde então, as dificuldades que enfrentamos se transformaram em desafios e motivos de luta e conquista.
sexta-feira, 18 de outubro de 2024
Em quem você votou?
O ciclo não acaba após o voto, está apenas começando.
Este ano, em União dos Palmares
tivemos a campanha eleitoral mais pobre da história, no tocante as propostas e
projeto de governo dos candidatos. A situação não prestou conta do mandato, a
oposição não explorou esse fato, nem apresentou um projeto de mudança capaz de
convencer os eleitores. Pela primeira vez na minha vida, saii de casa sem saber
em quem votar, votei com a razão, mas decepcionado com meu próprio voto, até pensei
em votar nulo.
Agora é hora de acompanhar as
ações dos parlamentares e prefeito, infelizmente a maioria dos eleitores votam
por paixão ou escravidão, e esquecem em quem votou, não cobram os projetos dos
candidatos eleitos. Uns por falta de conhecimento ou interesse, outros porque venderam
o voto, perdendo o respeito e o moral, talvez seja motivo de vergonha cobrar ações
de voto vendido.
O voto deveria ser livre, consciente
e responsável! Mas virou moeda de troca, nesse jogo sujo, “ganha” quem tem
maior poder aquisitivo para comprar e escravizar o povo da terra da liberdade. É
desse jeito. Como dizia a turma do “movimento camisinha”, É lamentável!
sábado, 5 de outubro de 2024
segunda-feira, 23 de setembro de 2024
Não xinguem a menina, ela não tem culpa.
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| Sergio Rogério Foto: BR 104 |
Quem
me conhece sabe que sou entusiasta e defensor da presença de uma jovem, negra,
pobre, mulher ocupando um lugar de destaque na política, tanto é que apoiei
(saibam ou lembrem) Marciângela em 2008 para prefeita de União dos Palmares e
ela preenchia os mesmos pré-requisitos, mulher, negra, jovem, de família não
política e nem por isso em 2008 houve o mesmo aplauso de quem aplaude Samires
hoje, pelo fato daquela não ter sido indicada por um padrinho político. Não sou
entusiasta dos motivos que, para mim, levaram a vice a este lugar.
A
escolha, bem sabemos, fugiu a todas as expectativas. Da oposição à situação, de
quem não está nem aí para eleições e de quem gosta de se envolver. Antes era
Almir, trabalhou bem (marketing) para que o nome engajasse. Com a “queda” foi a
oportunidade de ouro para Kil escalar alguém que não tivesse o traquejo
político; qualquer vereador, qualquer secretário saberia o caminho para crescer
e o atual prefeito precisa de alguém que fique ali, onde ele disser, pronta
para continuar no mesmo lugar ou voltar para onde veio.
A
câmara tentou e tentou, mas falta nela alguém a estilo de Bobo e Fabian que
ameaçam e vão, foi assim em 2012. Inclusive Bobo até hoje não aceita Kil ter
sido o sucessor de Zé Pedrosa, porque ele não era do grupo original. Sim, assim
como Samires, Kil precisou de padrinhos, João Lyra a princípio. Sem padrinhos
Areski até tentou, mas não se elegeu no final da década de 80, início dos anos
90 (não recordo bem, eu era criança).
Um
fato interessante é que Junior será, caso ganhe, prefeito sem reeleição, porque
sua possível vitória já será uma
reeleição, Kil fez o mesmo que Zé Pedrosa fez com ele quando era vice, viajou e
ele assumiu por uma semana, caracterizando um mandato. Zé forrou a cama para
voltar em 2012, mas faleceu e deixou o caminho para outro, tentou-se com Mano,
mas segundo dizem, Kil atrapalhou e sabemos o porquê (caso seja verdade) para
voltar em 2016, e voltou. Deu certo.
Assim,
a escolha de Samires é uma jogada de mestre, aplaudamos o prefeito. Vamos aos
motivos: quem criticar será tachado de racista, misógino, preconceituoso, mas
ela não foi escolhida por esses predicativos de ser mulher, negra, jovem, de
família humilde, ela foi escolhida porque não atrapalhará o retorno de Kil à
prefeitura em 2028 caso não vire Secretário de Educação como setores da
imprensa divulgaram e/ou posteriormente Deputado, já conhecemos esse caminho. E
ele ganhando o caminho está aberto para quem sabe Gabriela e talvez, muito
talvez Samires continue vice, Almir voltará com vontade, outros vereadores,
idem; estão “trabalhando” para isso.
Finalizo
dizendo que sou tendencioso a votar nesta coligação, mas o fato de votar, não
quer dizer que não perceba e não aponte essa e outras manobras, posso votar
neles também porque não voto em branco, nem nulo e municipalizo as eleições
nacionais e nacionalizo as eleições municipais, não desperdiçaria meu voto
apostando no bolsonarismo palmarino, e digo, não é por conta de Bruno Lopes, e
sim por quem (alguns) que o rodeiam.
Portanto,
acredito que Samires terá um futuro político, caso tenha a mesma “sorte” que
Kil teve em 2008.
quinta-feira, 2 de maio de 2024
Começou a corrida nos bastidores pela conquista da “galinha dos ovos de ouro”
O projeto consiste em como chegar ao poder, plano de governo está fora de moda.
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| foto BR 104 |
Mais uma eleição municipal
se aproxima com os mesmos vícios e maus costumes. São candidatos sem projetos
de governo e eleitores viciados em trocar votos por migalhas. Poucos entendem a
importância cívica do ato do voto e da importância do mesmo.
Os candidatos trocam os
planos de governo por investidas em picuinhas, fofocas e baixaria a mesma sem-vergonhice
de sempre. Quem está no poder, não presta contas do mandato, o parlamentar que
exigir perde a “boquinha” e ainda arruma inimizade, é ou são umas lástimas.
A oposição desorganizada e
também sem projetos entram no mesmo jogo. Infelizmente não temos muito que
escolher, estamos sem rumo e sem direção.
União dos Palmares, cidade
histórica, tem sofrido com uma serie de prefeitos ruins, que só pensam em
governar para grupos privilegiados. Não percebemos avanços significativos há décadas
em nosso município. Sobram praças reformadas e faltam emprego e renda para os
jovens.
Portanto, enquanto tivermos
políticos voltados para interesses particulares, ladeados de parlamentares
subservientes, estamos fadados ao fracasso e a escravidão moderna, onde o que
interessa é apenas a “galinha dos ovos de ouro”. É uma lástima.
sábado, 24 de abril de 2021
UNIÃO: ORGULHO E VERGONHA NO ÚLTIMO MEIO SÉCULO.
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| Gilson Monteiro, Jornalista Palmarino |
- Nos últimos 50 anos passaram pela
prefeitura de União dos Palmares 15 prefeitos. Meio século de gestores de
todas as ideologias e partidos que deixaram um saldo minguado de
realizações. Tão minguado que, em pleno século 21, candidatos ainda usam
adjetivos como “mudança” e “avanço” em seu marketing de campanha.
Obviamente que correligionários, puxa-sacos e apaixonados ideológicos pelas sopinhas de letras partidárias vão levantar a voz e dizer que fulano fez a praça tal, beltrano calçou um bairro, e até mesmo dizendo que minha visão é pessimista. Mas vamos por os últimos 50 anos de administração de União na mesa e verificar: O que realmente foi feito nesse meio século?
Há meio século as precárias ambulâncias carregam doentes para a capital, seja para curar um câncer ou uma infecção intestinal. -
Há meio século União convive com doenças como esquistossomose, verminoses
e tuberculose. Mazelas do século 17, quando a cidade foi fundada. Ou seja,
nem nas doenças a cidade se “modernizou”.
Há meio século a Santa Fé vive num estado de miséria vergonhoso, inaceitável e constrangedor para qualquer cidadão que tenha direito às três refeições diárias. Gente tratada feito bicho, cuja única diferença de um animal está no fato de que portam título de eleitor para sustentar a elite. Nada mais.
Há meio século os grupos culturais sobrevivem sem apoio, mendigando um troco para dar uma contribuição crucial com o crescimento social do município, mas que os gestores ignoram para não modificar sua política do pouco pão e circo de péssima qualidade. - Há meio século estudantes se espremem em ônibus para vir estudar em
Maceió, com a agravante que nesta última década precisam pagar por isso.
Há meio século os palmarinos vivem ou do trabalho no setor sucroalcooleiro ou do pequeno comércio, que apenas inchou, fazendo milhares de pais e mães de família ratearem meia dúzia de fregueses sem perspectiva de crescimento.
Há meio século que os palmarinos são “empregados” por um comércio desumano, que rasga as leis trabalhistas, transformando o trabalhador numa máquina automatizada, sem folgas ou tempo para qualificação.
Há meio séculos pré-adolescentes vivem de “carregos” na feira-livre como forma de sobreviver dignamente, perdendo a infância e juventude, e o pior, deixando a escola em segundo plano.
Há meio século o Roberto Correia de Araújo/Vaquejada incham, se transformando, sob os olhos dos gestores, num verdadeiro mostro urbano tomado pela miséria e pela violência.
Essas respostas são minhas, mas podem ser colocadas na boca de qualquer morador que testemunhou os 50 anos da cidade. Acho difícil discordar que mudança e avanço não estão no dicionário dos gestores de União há décadas. Por isso acho constrangedor, irônico, um verdadeiro acinte, seja qual for o grupo político falar em “mudança”, “avanço” ou qualquer outro adjetivo hipócrita do tipo.
União não cresceu. Inchou. E “progredimos” sim, mas no pior sentido da palavra, pois já temos drogas, fome e prostituição. Nossa política nojenta de surrupiar os cofres do município inconsequente e desumanamente conseguiu “importar” o que há de pior nos grandes centros urbanos. Chega a ser chocante constatarmos que esse cenário pertence a um município que recebeu do governo federal, via transferência de recursos, R$ 262 milhões, arredondando-se para menos, somente nos últimos 5 anos. (Dados do Portal Transparência) -
União é, e tenho orgulho disso, a terra de Jorge de Lima, Maria Mariá e
Zumbi. Mas a luta de Zumbi na Serra da Barriga, um marco nacional, precisa
fazer parte do nosso passado, e não permanecer se repetindo no presente
das periferias miseráveis de União. A Nega Fulô precisa se transformar de
vez em poesia, e não permanecer nas cozinhas nada literárias da atual
elite que ainda não se deu conta da Lei Áurea. E para isso, é preciso
termos pelo menos, um naco da inteligência e caráter que teve nossa
imortal Maria Mariá.
União precisa ser, também, a terra da Josefa, do Cícero, do Antonio, do João, do Marcelo, do Sebastião, da Madalena e de tantos outros que estão escrevendo o futuro de uma terra que ainda não conheceu, de fato, a liberdade.
P.S.: Para os desavisados, sou palmarino, mas voto em Maceió. Não sou nem azul nem do encarnado! Gilson Monteiro.








