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sexta-feira, 26 de junho de 2026

AGENDA SEMANAL DA CAPELA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA - UNIÃO DOS PALMARES

 




MELHORES AMIGOS


Hoje eu estava na cidade de Panelas-PE atendendo um cliente e este senhor chegou com o seu cavalo e sua carroça carregada de areia fina... quando iniciou a descarregar, começou uma forte chuva, logo, todos correram para se abrigar, mas não esse homem. Com a chuva forte e seu cavalo ficando agitado, ele apenas o abraçou e ficou lá por todo o tempo que a chuva se manteve forte (e estava muito forte). Quando passou a chuva ele percebeu que eu estava olhando para ele, sorriu e me disse: tenho que proteger meu melhor amigo né?


Moral da história: em tempos de fortes chuvas, não esqueça daqueles que te ajudaram nos dias de sol!

Fonte: facebook

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Origem do Bairro de Fátima – União dos Palmares

 



A expansão urbana de União dos Palmares ainda é um tema a ser bastante estudado, haja vista que as informações repassadas muitas vezes não se sustentam em documentos. Uma dessas situações é o início do povoamento do Bairro de Fátima, o qual, por informações obtidas na legislação municipal é possível afirmar que se iniciou antes de 1964.

A primeira menção legislativa ao Bairro de Fátima se encontra na Lei Municipal nº 260, de 30 de novembro de 1964. A legislação trata sobre um crédito especial para pagamento de um terreno pertencente ao Sr. José Luciano da Silva para criação de acesso da Rua Tavares Bastos ao Núcleo Residencial Bairro de Fátima.

Embora até 2022 às ruas do Bairro de Fátima sejam conhecidas como Grupos A, B, C, D e E; já no ano de 1981 algumas leis municipais deram início a denominação dos logradouros. A Lei 597/81 deu o nome de "Ubirajara de Magalhães Lopes" ao Grupo A. O Grupo B se tornou "Amaro Lopes Ferreira" pela Lei 598/81. "Adelaide Leite dos Santos" foi o nome dado pela Lei 599/81 ao Grupo C. Por fim, o Grupo D foi denominado "José Hélio Cordeiro Lins" pela Lei 600/81.

Esses nomes duraram pouco tempo, em 08.11.1984 a Lei 661/84 alterou todos os nomes e deu nome ao Grupo E, então sem nome. Dispôs à lei as seguintes nomenclaturas: Alfredo Gomes da Silva (A), Miguel Medeiros Costa (B), Leomar Valderez de Medeiros Tavares (C), Valdecí Bastos Pereira (D) e Edna de Albuquerque Marques (E).

No ano de 2001 duas leis municipais modificaram os nomes dos logradouros ainda conhecidos como Grupos B e E. O Grupo B passou a ser a Rua José de Assis dos Santos (Lei Municipal 966/2001) e o Grupo E se transformou na Rua Jazon Marculino Azevedo (Lei Municipal 967/2001).

Os limites territoriais do Bairro de Fátima foram definidos na Lei Municipal nº 1073/2006 (Plano Diretor).

Pesquisa e Texto: Bruno César Monteiro

Imagens: Livro de Leis Arquivo da Procuradoria-Geral do Município

#registroslegislativos #uniaodospalmares #leis #bairrodefatima

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terça-feira, 9 de junho de 2026

Padre Lidio José foi nomeado o novo Pároco da Paróquia de Santa Luzia - União dos Palmares

Sonia, Pe. Lídio e Nivaldo

Nesse final de semana tivemos a alegria de conhecer Padre Lídio, na paroquia de Santo Amaro em Paripueira - AL. Padre Lidio deverá substituir Padre Carlos na Paróquia de Santa Luzia, em União dos Palmares, enquanto Padres Carlos servirá na paróquia de São Sebastião no   Tabuleiro do Pinto em Rio Largo – AL. Seja bem vindo!

Deus abençoe e ilumine as missões de nossos padres, Deus seja louvado!


segunda-feira, 25 de maio de 2026

Felicidadesss Mateus!

 Deus te abençoe e lhe dê muitos anos de vida!

Parabéns!

Por onde andares, lembre que tens uma familia que te ama muito.
Cheirrooooo no coração


domingo, 26 de abril de 2026

O trem que transportava e dividia as "classes sociais" em União dos Palmares

Lembranças do Passado...




Durante décadas aqui no Brasil, muita gente viajou de trem pela extinta Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA).

Aqui em União dos Palmares, o principal trecho da linha férrea ligava a capital alagoana à pernambucana; necessário ao intercambio interestadual, de estudantes e principalmente de comerciantes; pois estes procuravam as capitais para encontrara as mercadorias mais baratas e que podiam repassar aos consumidores locais com um preço melhor, preservando um lucro substancial.

Entretanto a chegada do trem na nossa estação era motivo de festa e confraternização entre as pessoas. Muitos chegavam e muitos partiam sem saber se voltariam a rever a sua terra natal. Nestes casos era grande a comoção dos familiares e amigos, porque muitas pessoas sabiam que estava vendo o seu ente querido pela última vez.

Na minha infância, viajei muitas vezes a Maceió, na companhia dos meus pais, que eram comerciantes, para adquirir mercadorias, comprarem roupas, sapatos para o uso pessoal e utensílios domésticos, no comércio da nossa capital.

Mas me recordo com saudade das viagens que fiz neste meio de transporte, porque naquela época, só havia estrada afastada, para quem morava em União e queria ir até Maceió, só a partir de Messias, na BR 101; o que tornava a nossa viagem de carro, uma grande aventura; porque tínhamos que pegar um trecho de estrada carroçável de péssima qualidade; principalmente no inverno.
Todavia a nossa viagem começava em União, onde esperávamos o trem vindo de Recife.

Antes disso, as pessoas esperavam o trem na estação, acomodados na sala de espera e até no pátio, pois este momento servia para colocar a conversa em dia; pois os passageiros eram na maioria das vezes os mesmos.

As passagens eram compradas na própria estação e o ticket era um cartão grosso de forma retangular para os adultos e para as crianças, como no meu caso; pagava-se meia passagem, o que no bilhete, diferenciava-se por causa do corte em diagonal.

A composição era formada por uma locomotiva, um ou dois vagões de carga e uns dez vagões de passageiros. Havia a primeira e a segunda classe. Na primeira classe, as poltronas eram acolchoadas, individual; lembro-me que era de cor azul e reclinável, para o conforto do usuário, pois a viagem demorava cerca de 3 horas. Na segunda classe a poltrona era feita de madeira, onde em uma única poltrona viajavam dois passageiros e sem o conforto da primeira classe. As janelas eram duplas. Na primeira parte o passageiro poderia fechar só a janela de vidro, para apreciar a paisagem da zona da mata alagoana, compreendida pelos os imensos canaviais e pelas as culturas de subsistência como mandioca, milho e feijão. A outra opção seria fechar além da janela de vidro a de madeira; para escurecer o ambiente, necessário para quem queria tirar um cochilo. Na primeira classe, os passageiros tinham a opção de comprar lanches, composto por refrigerantes, cafés, sanduiches e bolos; servidos pelos funcionários da ferrovia.

A saída de União se dava, com o toque no sino da estação e posteriormente com dois apitos agudos, dado pelo guarda ferroviárioque acompanhavam a composição. Logo após a partida havia a supervisão das passagens, feita pela equipe de cobradores, que viajavam, conferindo ou vendendo os tickets aos passageiros que porventura não tivesse comprado no guichê da estação. A conferência era feita com a perfuração das passagens, por uma espécie de alicate que os funcionários carregavam nos bolsos do seu fardamento de cor azul.

Ao longo do trajeto, havia as paradas nas estações de cada povoado e cidade por onde passava o nosso trem. Depois de União, a composição não parava; mas diminuía a velocidade na Usina Laginha, para que as pessoas pudessem embarcarno trem em movimento, coisa inconcebível para os dias de hoje; por causa da segurança. As próximas paradas eram nas cidades de Branquinha, no povoado Nincho, Murici, povoado Itamaracá, povoado Lourênço de Alburquerque, Rio Largo, Satuba, Bebedouro e finalmente Maceió.

O retorno a nossa cidade se dava por volta das 17 horas da estação de Maceió e com a chegada prevista para as 20 horas.

A viagem era um acontecimento prazeroso e ao mesmo tempo uma necessidade da época; onde os meios de transporte e principalmente as estradas asfaltados eram coisa de cidades e estados mais desenvolvidos.

Por Joaquim Maria