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sexta-feira, 30 de outubro de 2020

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Para bem compreender o Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio é um dos muitos instrumentos de concentração de poder político nacional nas mãos de quem já o detém


Por Percival Puggina (vale à pena ler)

É provável que você, leitor, não saiba como funciona o Enem, o tal Exame Nacional do Ensino Médio. Nem imagina como um aluno possa prestar exame no Amazonas e ser qualificado para cursar Direito no Rio Grande do Sul. Menos ainda haverá de entender a lógica dessa migração acadêmica num país de dimensões continentais.
Pois eu também não sei como funciona o Enem. Mas sei algo sobre ele que, segundo tudo indica, poucas pessoas sabem. O Enem é um dos muitos instrumentos de concentração de poder político nacional nas mãos de quem já o detém e a ele se aferrou de um modo que causa preocupação. É parte de um projeto de hegemonia em implantação há vários anos. Tudo se faz de modo solerte e gradual, de modo que a sociedade não perceba estar perdendo sua soberania e se tornando politicamente imprestável. Se não fazemos parte desse projeto e não compomos quaisquer das minorias ou grupos de interesse  que se articulam no país, tornamo-nos inocentes inúteis, cidadãos de última categoria, numa democracia a caminho da extinção por perda de poder popular, por inanição do poder local.

É possível que o leitor destas linhas considere que estou delirando. Que não seja bem assim. Talvez diga que mudei de assunto e que o primeiro parágrafo acima nada tem a ver com o segundo. Pois saiba que tem, sim. Peço-lhe que observe a realidade do município onde vive. Qual o poder do seu prefeito, ou de sua Câmara Municipal? O que eles, efetivamente, podem realizar pela comunidade? Quais os sinais de progresso, da ambulância ao asfaltamento da avenida, que acontecem sem que algo caia da mão dadivosa da União?  Quais são as leis locais que você considera importante conhecer? E no Estado? Tanto o Legislativo quanto o Executivo constituem poderes cada vez mais vazios, que vivem de discurso, de promessas, de criação de expectativas. Empurrando a letargia com a barriga.
  
Observe que todas as políticas de Estado que podem fazer algum sentido na vida das pessoas são anunciados no plano federal (que venham a acontecer é outra conversa). Por quê? Porque é lá que estão concentrados os recursos tributários e os bancos oficiais realmente significativos. O poder político que comanda o país conta muito com seu elenco de prerrogativas exclusivas. Mas o poder que tudo pode, como temos testemunhado à exaustão, pode até o que não deve poder. Esse monstrengo chamado Enem não é apenas uma fonte de colossais trapalhadas. É um instrumento de poder, centralizando currículos, ordenando pautas, agindo contra as diversidades regionais, ideologizando as provas (não é por mero acaso que a primeira questão do Enem deste ano começa com um texto de Marx), e criando nos estudantes a sensação de que a Educação, o exame, o ingresso no ensino de terceiro grau são dádivas federais.

As cartilhas, os livros distribuídos às escolas, os muitos programas nacionais voltados ao famigerado “politicamente correto”, tudo isso atende a um mesmo e único objetivo, do qual o Enem faz parte. É um projeto de poder. O único projeto que de fato mobiliza as energias do governo. Por isso, segue firmemente seu curso e seu cronograma no país.

 Fonte: Opinião e Notícia

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

MEC vai monitorar redes sociais durante Enem

candidato que postar foto ou mensagem será eliminado



Brasília - O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, reforçou hoje (25) que o candidato que postar fotos ou mensagens em redes sociais no local de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será eliminado. Uma equipe do ministério vai monitorar redes como o Twitter e o Facebook. "No ano passado, identificamos usuários em questão de minutos", disse Mercadante. O Enem será aplicado amanhã (26) e domingo (27) a mais de 7,1 milhões de candidatos em 1.161 cidades em todo o país.

No exame de 2012, 65 candidatos foram eliminados por postarem imagens na internet, como caderno de provas e do cartão de resposta. Segundo o ministro, foram identificados inclusive aqueles que usavam pseudônimos.

O candidato receberá no local de prova um envelope com lacre para guardar os pertences. Quem estiver com celular, deverá desligá-lo e colocá-lo no envelope, que ficará embaixo da carteira durante toda a prova. "Seremos cuidadosos e rigorosos, não vamos aceitar em hipótese nenhuma a utilização de celular nas salas de aula. Quem tentar seguramente será identificado e prejudicado", disse o ministro.

Além do celular, não é permitido uso de lápis, caneta de material não transparente, lapiseira, borracha, livros, manuais, impressos, anotações e dispositivos eletrônicos. 

A segurança é uma das preocupações do Ministério da Educação (MEC). Neste ano, as provas deixaram a gráfica de segurança máxima em malotes com lacre eletrônico e GPS, que permite acompanhar o deslocamento da prova e o horário em que os malotes serão abertos.

Por Mariana Tokarnia 
Fonte: Agencia Brasil


sábado, 1 de junho de 2013

Inscrições do Enem têm mais de 5,2 milhões de isentos



Mais de 65% do total de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) estão isentos da taxa de inscrição de R$ 35. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 5.247.993 candidatos dos 7.834.024 inscritos atendiam aos requisitos de isenção e comprovaram os dados

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Educação: MEC divulga resultado do Enem 2012


Os participantes podem acessar os resultados individuais, mediante inserção do número de inscrição e senha ou CPF e senha no site do Enem



O Ministério da Educação (MEC) divulgou hoje (28) o resultado final do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2012. Os participantes podem acessar os resultados individuais, mediante inserção do número de inscrição e senha ou CPF e senha no site do Enem.

Com o resultado do exame, os candidatos poderão disputar 129.279 vagas, em 3.751 cursos superiores por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Na primeira edição de 2013, 101 instituições públicas de educação superior selecionarão estudantes por meio do sistema.


domingo, 4 de novembro de 2012

Redação: "movimento imigratório para o Brasil no século 21" será o desafio para o 2º dia de prova do ENEM

Alunos aguardam o horário do início da prova na UNEAL
Hoje milhares de alunos voltam a fazer a segunda etapa da prova do ENEM. Com o tema movimento imigratório para o Brasil no século 21, divulgado agora pelo MEC, a redação que tem caráter eliminatório, é a grande preocupação para a maioria dos alunos ouvidos pelo blog hoje momentos antes da prova.

Mesmo com todas as orientações que antecedem a prova, alguns candidatos foram impedidos de fazer-la, devido à falta de documentos de identificação e/ou atraso no horário de chegada.

Hoje, em União dos Palmares a maioria dos alunos chegou uma hora antes no local da prova. Quando ouvidos pelo blog, a grande parte disse ter tido dificuldades nas disciplinas de Química, Biologia e Filosofia e esperam fazer uma boa redação hoje, porém um fato que chamou a atenção foi que muitos disseram não ter o hábito da leitura.

Para a professora Vera Lúcia da Costa Antunes, coordenadora de geografia do cursinho Objetivo, de São Paulo, a escolha do tema foi muito boa. "É um tema bem atual", diz.

A redação do Enem exige do candidato o domínio da língua portuguesa, a compreensão do tema, a capacidade de organizar as idéias, a argumentação e a solução do aluno para o tema sugerido. Fugir ao tema é um dos motivos que pode levar os examinadores do Enem a dar nota zero para a redação do candidato.
Acompanhe reportagem completa no próximo programa mesa z da Rádio Zumbi FM.
Prrofessor Nivaldo Marinho .com
  

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

REDAÇÃO DO ENEM, PARTE 2: COMO NÃO FUGIR DO TEMA


Analisar atentamente os artigos de apoio e esboçar um esquema do texto antes de iniciar a redação ajudam a manter o foco na prova dissertativa

A segunda competência avaliada pelo Enem verifica se o aluno sabe o que é um texto dissertativo-argumentativo e se ele entendeu o tema que lhe foi proposto. Tratar do assunto apresentado pela prova parece uma tarefa óbvia, mas muitos estudantes se desviam dela – ou, na linguagem dos próprios candidatos, "fogem do tema".
A primeira orientação dos professores para evitar um desastre (inadequação ao tema proposto rende nota zero, vale lembrar) é tão simples quanto eficiente: "É imprescindível ler atentamente todos os textos de apoio da redação", diz Roseli Braff, coordenadora de língua portuguesa do Sistema COC de Ensino. Com cinco horas e trinta minutos para resolver 90 questões e produzir uma redação, há alunos que se desesperam e acabam deixando os textos de apoio de lado, concentrando-se apenas no enunciado da proposta de redação. É um erro.
"A prova de redação não avalia somente a escrita, avalia também a leitura", diz Eclícia Pereira, coordenadora de redação do Cursinho da Poli. "Por meio dos argumentos apresentados nos textos de apoio, o corretor vai perceber se a leitura foi feita de maneira superficial ou se o estudante foi capaz de compreender as informações principais."
É fácil perceber quando o estudante foge da proposta. Por exemplo: o examinador propõe um texto que trate dos possíveis efeitos da Copa do Mundo de 2014 para a sociedade brasileira. Na hora de redigir, contudo, em meio ao nervosismo, o aluno se confunde e acaba falando sobre a importância dos Jogos Olímpicos de 2016. Não há salvação: a nota é zero.
Tangenciar o tema proposto também é prejudicial. Isto é, abordá-lo superficialmente ou em parte. Em 2011, a redação do Enem pedia que o candidato escrevesse sobre "Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado". Nesse caso, tangenciar o tema significa dissertar sobre outros aspectos ligados à tecnologia, como inclusão digital e interação entre as pessoas na rede, sem discutir a fundo a questão da privacidade.
Para aprimorar o desempenho na redação, professores ouvidos por VEJA.com oferecem duas orientações fundamentais: considerar todos os elementos da proposta e esboçar um esquema para o texto antes de começar a escrever.  Confira na lista a seguir:
O professor Francisco Platão, supervisor de língua portuguesa do Anglo Vestibulares, afirma que grande parte dos alunos incorre em dois erros: realiza uma leitura incompleta dos textos de apoio e da proposta ou se concentra em apenas um dos itens pedidos. Para exemplificar a questão, o professor utiliza o tema dado na redação da Fuvest em 1989. A prova trazia um trecho do poema Mar Português, de Fernando Pessoa, e pedia a seguinte relação: "Tudo vale a pena Se a alma não é pequena.
Discuta as ideias contidas nos versos acima, confrontando-as com o momento que vivemos hoje no Brasil."
Explicação do professor:
Segundo o professor, os versos "Tudo vale a pena/Se a alma não é pequena" roubaram a atenção de muitos candidatos, fazendo-os ignorar a segunda parte da apresentação – que pedia uma reflexão sobre o Brasil de então. Por isso, diversos textos discorreram erroneamente sobre o conceito de carpe diem (viva o hoje), a importância de se valorizar a vida, minimizando preocupações passadas e futuras. "Era preciso uma redação que deixasse claro que a vida somente vale a pena se for abandonada a mesquinharia humana", afirma Platão.
Solução do professor:
O aluno atenderia à segunda parte da proposta se relacionasse a ideia dos versos, por exemplo, com a atividade política do Brasil. Isso porque muitas pessoas se valem da avareza na busca pelo lucro imediato.
Como não fugir do tema:
"Não se prenda somente ao trecho que chama mais atenção no texto. Amplie o olhar e tenha certeza de que está levando em consideração o conjunto das informações oferecidas pelo examinador."
             http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/veja-lanca-microcurso-de-redacao-para-o-enem


domingo, 29 de abril de 2012

ENEM: O resultado não retrata a realidade, os números poderiam ser piores!



Depois do anuncio da tímida melhora na educação básica segundo dados do O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o MEC divulgou recentemente o desempenho das escolas no Exame Nacional do Ensino Médio. Para mim não foi surpresa o resultado obtidos por nossos alunos, que na realidade são vítimas do descaso do poder público com a “EDUCAÇÃO”. Infelizmente, mais uma vez fomos manchetes de jornais em nível nacional dessa vez, pelos baixos índices atribuídos a educação de nosso estado, resultado que mostra a fragilidade, a incompetência e o descaso com que é tratado o profissional da educação e toda a estrutura educacional de Alagoas.
 Em União dos Palmares temos alunos que estão cursando o terceiro Ano sem nunca ter visto a disciplina de química, física, matemática entre outras. “No final do ano letivo o governo contrata meia dúzia de professores monitores que de forma mágica fecham o ano letivo em 30 dias” (desabafa um aluno), e daí “faz de conta que ensina e o aluno faz de conta que aprende” (Paulo Freire). È dessa forma que tem sido tratada a educação nos últimos anos. Enquanto faltam profissionais nas escolas, centenas de trabalhadores que foram aprovados no ultimo concurso, ainda no governo de Lessa buscam na justiça serem chamados para assumir seus cargos. Enquanto isso, em seus lugares a Secretaria de Educação admite Técnicos agrícolas, farmacêuticos, agrônomos e outros profissionais sem didática alguma, que nunca deram uma aula em toda sua vida para lecionar e preparar nossos alunos para o mercado de trabalho e/ou ingressar na universidade.
 O que se esperar desses alunos frente a essa formação? Se o resultado obtido foi ruim, poderia ter sido pior! Pois os alunos inscritos no exame foram aqueles que se acharam melhores preparados, alguns estudavam em casa, outros tiveram aulas de reforço, mas no geral a maioria nem tentaram, pois eram conscientes de sua falta de preparo para prestar prova. A realidade é que o ensino público tem criado um abismo entre nossos alunos de ensino médio e a Universidade. Enquanto a educação for vista como gasto pelos governos com raízes feudais, o desenvolvimento e a cultura vão andar sempre pela contramão! Pois é através da educação que o povo se emancipa e adquire o poder de escolha, eliminando as compras de votos e os currais eleitorais que tendem a se perpetuar em nosso estado.
 Parabéns a todos os alunos, em particular meus alunos de química que diante tantas dificuldades, conseguiram superar e ingressar na Universidade! Parabéns por acreditar que somos capazes de construir um mundo melhor na certeza de que nunca será vergonhoso ser homem de bem, justo e ficha limpa. 
Prof. Nivaldo J.V.Marinho.