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sábado, 8 de agosto de 2020

OS CARAS PRETAS

 Em União, saíram “Os Caras Pretas” e hoje, a grande maioria dos políticos da nossa cidade são “Caras Pálidas”. Políticos sem ideologia, sem formação política, sem compromisso e SEM VERGONHA NA CARA.



Quando assumiram o poder em 1964, os militares para restringir as articulações políticas da oposição, extinguiram o pluripartidarismo, em 1965, pelo ATO INSTITUCIONAL NÚMERO DOIS e ATO COMPLEMENTAR NÚMERO QUATRO, estabelecendo o Bipartidarismo no Brasil, deixando os outros partidos na ilegalidade,

Foi então que surgiram a ARENA (Aliança Renovadora Nacional) e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), partidos que definiam a situação e a oposição.

Em União, como em outras cidades; esses dois partidos eram muito bem divididos. A Arena tinha a mão forte dos militares e a subserviência dos seus filiados em troca dos benefícios do poder. Enquanto o MDB era determinado pelos inconformados com o poderio da situação. Os oposicionistas.

Na nossa cidade esta situação dividia amigos e familiares, numa guerra política desastrosa e inconsequente.

Na minha infância, ficou bastante evidente esta divisão através das famílias Gomes de Barros na ARENA e os Vergeti no MDB. Isto era uma loucura! Esses Grupos faziam com que a população se dividisse e se enfrentassem no campo das discussões políticas e até no braço mesmo. Na verdade este vínculo com as famílias eram tão fortes que sobrepunha à questão ideológica.

 

A questão social ficava prejudicada por esta divisão, pois a separação da sociedade palmarina era explicita, ou seja; que estava em um lado não poderia se relacionar com o outro. As amizades e até os casamentos, era de bom gosto se fosse entre os partidários. Quem não era do mesmo partido era chamado de “CARA PRETA”.

No período das campanhas políticas era um inferno, as pessoas se tornavam inimigas. Os carros de sons que anunciavam os comícios e que vendiam o “peixe” do seu partido convidavam os correligionários para uma noite de promessas, que geralmente nunca eram cumpridas. Os comícios era o termômetro das campanhas. A quantidade de pessoas nos comícios demostrava a força e a capacidade de aglutinação e de mobilização, dos candidatos e do partido. O comício virava um grande acontecimento. Geralmente o palanque era um caminhão, que ficava carregado de gente; com alguns autofalantes amarrados em caibros, para o som alcançar a maior distância possível e o eleitor pudesse ouvir as promessas dos candidatos.

Durante o dia era uma verdadeira agonia para a população. A poluição sonora era terrível e com músicas mal arranjadas e de péssima qualidade. Em uma rua passava um carro de som com a música: “É Mano, é Mano, é Mono; é Mano sim senhor...”; na outra: “Afrânio Vergeti, candidato a prefeito, vote nele eleitor; dessa vez União toma jeito”; eles passaram pela prefeitura de União e até agora a nossa cidade continua sem jeito.

Hoje com a pluralidade partidária, na nossa cidade, ainda tem gente que nunca deixou de acompanhar seus candidatos, em troca de empregos ou benefícios destes, quando eles chegarem ao poder. Agora a troca de partido virou moda. Todos os políticos estão arrumando em jeitinho de levar vantagem com a troca partidária.

Em União, saíram “Os Caras Pretas” e hoje, a grande maioria dos políticos da nossa cidade são “Caras Pálidas”. Políticos sem ideologia, sem formação política, sem compromisso e SEM VERGONHA NA CARA.

Lembranças do passado, Por Joaquim Maria.


sábado, 8 de fevereiro de 2020

União dos Palmares só teve prefeito ruim

Por Joaquim Maria   



Foto: Maria Mariá
Nascido há mais de quarenta
Na terra da liberdade
Nunca vi uma cidade
Que sofresse tanto assim.
E por mais de quatro décadas
O povo segura a peteca
Porque União dos Palmares
Só teve prefeito ruim!

Todos os administradores
Desde o tempo de Antenor
Sempre declararam amor
Um amor puro e sem fim
Mas fizeram muito pouco
Hoje o povo anda louco
Porque União dos Palmares
Só teve prefeito ruim.

Esíquio Correia talvez
Fossa a nossa solução
Com a caneta na mão
E o coração de marfim
Enrolou os quatro anos
Hoje o povo está sem planos
Porque União dos Palmares
Só teve prefeito ruim!

Chegando Afrânio Vergetti
O povo se alegrou
Quem gostava, até dançou
Mas foi só um estopim.
Este também enganou
Teve gente que endoidou
Porque União dos Palmares
Só teve prefeito ruim!

Logo após chegou o Mano
Querendo ser coronel
Foi mais amargo do que fel
Na nossa cidade enfim.
Só se promoveu na politica
E o povo tá tiririca
Porque União dos Palmares
Só teve prefeito ruim!

Rosiber foi outro traste
Que baixou neste terreiro
O nosso povo ordeiro
Ficou sem meio e sem fim.
Ele parecia um anjo
E nos lascou por seis anos
Porque União dos Palmares
Só teve prefeito ruim!

Dr. Iran elegeu-se
Ganhando do coronel
Depois de um grande “escassel”
Foi pior que Idi Amim.
Pois deixou o povo ao léu
Perdendo um lugar no céu
Porque União dos Palmares
Só teve prefeito ruim.

Depois veio Zé Praxedes
Com uma carinha boa
Meu irmão, minha patroa
Ele só tratava assim.
Mas foi uma grande tristeza
E só usou da esperteza
Porque União dos Palmares
Só teve prefeito ruim!

A volta de Afrânio Vergetti
Foi uma grande vitória
União se encheu de glória
Ressurgindo, outrossim,
Mas tudo se deu errado
Afrânio foi desligado
Porque União Palmares
Só teve prefeito ruim!

Zé Pedrosa assumiu
Formando um grande alarido
O povo estava aturdido
Com tanto descaso, sim.
Não terminou o mandato
A morte o levou de fato
Porque União dos Palmares
Só teve prefeito ruim!

Entrou o amigo Kil
Querendo fazer sua parte
Depois do escândalo da charque
Quase ficou sem “dindim”.
Virou caso de policia
O processo tá na justiça
Porque União dos Palmares
Só teve prefeito ruim.

Beto Baía ganhou
Com a anuência do povo
O governo tá um nojo
Só Jesus com Querubim.
Mas mesmo com todo tempo
Faz um governo nojento
Porque União dos Palmares
Só teve prefeito ruim!!!

Eduardo Pedrosa assumiu
Depois da cassação de Baía
Agora tá dando agonia
A cidade está no fim,
Para encontrar um bom sujeito
Parece ser praga e sem jeito
Porque União dos Palmares
Só teve prefeito ruim!!!

Só na próxima eleição
Podemos fazer diferente
Elegendo alguém decente
Um Thor, um Zeus, um Odin
Que tenha capacidade
De cuidar desta cidade
E União dos Palmares deixar

De só ter prefeito ruim!!!

sábado, 13 de abril de 2019

O trem que transportava e dividia as "classes sociais" em União dos Palmares

Lembranças do Passado...




Durante décadas aqui no Brasil, muita gente viajou de trem pela extinta Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA).

Aqui em União dos Palmares, o principal trecho da linha férrea ligava a capital alagoana à pernambucana; necessário ao intercambio interestadual, de estudantes e principalmente de comerciantes; pois estes procuravam as capitais para encontrara as mercadorias mais baratas e que podiam repassar aos consumidores locais com um preço melhor, preservando um lucro substancial.

Entretanto a chegada do trem na nossa estação era motivo de festa e confraternização entre as pessoas. Muitos chegavam e muitos partiam sem saber se voltariam a rever a sua terra natal. Nestes casos era grande a comoção dos familiares e amigos, porque muitas pessoas sabiam que estava vendo o seu ente querido pela última vez.

Na minha infância, viajei muitas vezes a Maceió, na companhia dos meus pais, que eram comerciantes, para adquirir mercadorias, comprarem roupas, sapatos para o uso pessoal e utensílios domésticos, no comércio da nossa capital.

Mas me recordo com saudade das viagens que fiz neste meio de transporte, porque naquela época, só havia estrada afastada, para quem morava em União e queria ir até Maceió, só a partir de Messias, na BR 101; o que tornava a nossa viagem de carro, uma grande aventura; porque tínhamos que pegar um trecho de estrada carroçável de péssima qualidade; principalmente no inverno.
Todavia a nossa viagem começava em União, onde esperávamos o trem vindo de Recife.

Antes disso, as pessoas esperavam o trem na estação, acomodados na sala de espera e até no pátio, pois este momento servia para colocar a conversa em dia; pois os passageiros eram na maioria das vezes os mesmos.

As passagens eram compradas na própria estação e o ticket era um cartão grosso de forma retangular para os adultos e para as crianças, como no meu caso; pagava-se meia passagem, o que no bilhete, diferenciava-se por causa do corte em diagonal.

A composição era formada por uma locomotiva, um ou dois vagões de carga e uns dez vagões de passageiros. Havia a primeira e a segunda classe. Na primeira classe, as poltronas eram acolchoadas, individual; lembro-me que era de cor azul e reclinável, para o conforto do usuário, pois a viagem demorava cerca de 3 horas. Na segunda classe a poltrona era feita de madeira, onde em uma única poltrona viajavam dois passageiros e sem o conforto da primeira classe. As janelas eram duplas. Na primeira parte o passageiro poderia fechar só a janela de vidro, para apreciar a paisagem da zona da mata alagoana, compreendida pelos os imensos canaviais e pelas as culturas de subsistência como mandioca, milho e feijão. A outra opção seria fechar além da janela de vidro a de madeira; para escurecer o ambiente, necessário para quem queria tirar um cochilo. Na primeira classe, os passageiros tinham a opção de comprar lanches, composto por refrigerantes, cafés, sanduiches e bolos; servidos pelos funcionários da ferrovia.

A saída de União se dava, com o toque no sino da estação e posteriormente com dois apitos agudos, dado pelo guarda ferroviárioque acompanhavam a composição. Logo após a partida havia a supervisão das passagens, feita pela equipe de cobradores, que viajavam, conferindo ou vendendo os tickets aos passageiros que porventura não tivesse comprado no guichê da estação. A conferência era feita com a perfuração das passagens, por uma espécie de alicate que os funcionários carregavam nos bolsos do seu fardamento de cor azul.

Ao longo do trajeto, havia as paradas nas estações de cada povoado e cidade por onde passava o nosso trem. Depois de União, a composição não parava; mas diminuía a velocidade na Usina Laginha, para que as pessoas pudessem embarcarno trem em movimento, coisa inconcebível para os dias de hoje; por causa da segurança. As próximas paradas eram nas cidades de Branquinha, no povoado Nincho, Murici, povoado Itamaracá, povoado Lourênço de Alburquerque, Rio Largo, Satuba, Bebedouro e finalmente Maceió.

O retorno a nossa cidade se dava por volta das 17 horas da estação de Maceió e com a chegada prevista para as 20 horas.

A viagem era um acontecimento prazeroso e ao mesmo tempo uma necessidade da época; onde os meios de transporte e principalmente as estradas asfaltados eram coisa de cidades e estados mais desenvolvidos.

Por Joaquim Maria

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

A melhor boate que União dos Palmares já teve “O CASARÃO”

Por Joaquim Maria


Foto ilustrativa
Hit Pop, Cisne, Flash Dance, Bangú, Som Brasil e tantos outros, eram os nomes de casas noturnas marcaram a noite palmarina e a vida de várias pessoas da nossa sociedade.
Uma em particular marcou a minha adolescência, a boate O Casarão. Nela desfilava partir da sexta-feira; a nata da sociedade da nossa terra. Ficava na Rua Coreia de Oliveira, onde recentemente, funcionou a Casa da Cultura.

Era um lugar muito bem frequentado pelas classes A e B de União dos Palmares. O Casarão era na verdade, como o nome já diz; uma casa grande adaptada e transformada na melhor boate da nossa cidade. Na entrada, um birô e uma cadeira serviam de bilheteria, onde o proprietário ou algum membro da família trabalhava como porteiro. Depois tinha um corredor longo, que terminava numa ampla sala onde ficava a pista de dança. Não era uma pista grande e, além disso, era margeada por cadeiras e mesas de madeira. A luz negra e o globo tornavam o ambiente muito mais agradável. Garçons vestidos a caráter, drinks servidos nos copos mais chiques da época, faziam a alegria dos freqüentadores.

As músicas de Donna Summer, John Travolta, Olívia Newton John e de Elvis Presley eram executadas por várias vezes na noite; em um aparelho de som que tocava tanto com LP quanto com fita cassete, o mais sofisticado da época. Mas não eram somente os embalos que faziam parte do imenso repertório da boate. Existiam vários momentos onde os ritmos eram distribuídos pelo discotecário, hoje DJ, dependendo de cada momento e do público. Era na base da percepção e da sensibilidade do regente. Tocava também MPB, um xote ou um forró de Luiz Gonzaga; quem não dançou bem agarradinho, na penumbra ao som do LP Década Explosiva Romântica, de canções italianas. Roberto Carlos também cavalgava na noite da boate. Rita Lee, Lulu Santos, Guilherme Arantes, 14 Bis, A Cor do Som, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa e tantos outros nomes, tinham as suas músicas executadas na saudosa casa noturna.

O Sr. Gilvan e D. Vera eram os proprietários do estabelecimento. Ainda me lembro de Milton servindo as mesas. Era garçom nas horas vagas e eletricista de profissão.
Passei vários finais de semanas entre músicas, “amassos” e cervejas na boate O Casarão. São lembranças difíceis de apagar.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Radialista Silvio Sarmento


Nossa homenagem ao grande amigo, Radialista Silvio Sarmento. Silvio nasceu em 06 de setembro de 1949. Hoje completaria  68 anos.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

A Avenida de União dos Palmares

Lembranças do passado...
Por Joaquim Maria

Avenida Monsenhor Clóvis

Na minha infância, eu me dedicava aos estudos e costumava passar meu tempo livre, na Avenida Monsenhor Clóvis Duarte, principal artéria de União dos Palmares, em companhia dos amigos. Nesse tempo a nossa maior diversão era ficar azarando as meninas que passava por aquele logradouro.

Tudo acontecia ali. Era uma festa um fim de semana na avenida. Quem saía de casa e caso a mãe perguntasse onde o filho ou a filha estava indo, a resposta vinha de imediato: “avenida”. Acho que até hoje é assim.

É um lugar democrático onde as famílias costumavam passear, mas era predominantemente um lugar de jovens. Se você quisesse está por dentro das notícias ou “ser” a mesma, era só frequentar o lugar.

Na avenida encontrávamos pessoas interessantes e frequentadores assíduos, como Messias, mais conhecidos por “papa cachorro”; apelido colocado pelas pessoas, por ele está sempre na companhia desses animais.

Messias, todo mundo em União conhecia. Era sujeito moreno, de estatura mediana, aparentemente sem família, morador de rua, que sofria das “faculdades mentais” e que também frequentava a tão famosa avenida. Ele viva à base de remédios, gargalhando pela cidade, quase sempre sujo, rodeado pelos seus amigos caninos.

Quando Messias passava e alguém gritava “papa cachorro”, logo era abordado pelo furioso sujeito e desafiado à briga. “Tá debochando de mim, cachorrinho?!” Era a mesma indagação. Em alguns momentos, Messias partia para a agressão física com pedras e/ou paus.

Mas mesmo neste momento quando alguém partia pra cima dele, fingindo que iria dá-lhe uma surra; ele se esquivava e saía de fininho; sempre resmungando e dizendo palavras às vezes incompreensíveis. Apesar da zombaria, era tudo muito engraçado.

Depois de muitos anos, não tive mais notícias de Messias, acho até que já faleceu. Mas ele será sempre lembrado pelos moradores da nossa cidade.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

OS CARAS PRETAS

Lembranças do passado
Por Joaquim Maria


Quando assumiram o poder em 1964, os militares para restringir as articulações políticas da oposição, extinguiram o pluripartidarismo, em 1965, pelo ATO INSTITUCIONAL NÚMERO DOIS e ATO COMPLEMENTAR NÚMERO QUATRO, estabelecendo o Bipartidarismo no Brasil, deixando os outros partidos na ilegalidade,
Foi então que surgiram a ARENA (Aliança Renovadora Nacional) e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), partidos que definiam a situação e a oposição.

Em União, como em outras cidades; esses dois partidos eram muito bem divididos. A Arena tinha a mão forte dos militares e a subserviência dos seus filiados em troca dos benefícios do poder. Enquanto o MDB era determinado pelos inconformados com o poderio da situação. Os oposicionistas.

Na nossa cidade esta situação dividia amigos e familiares, numa guerra política desastrosa e inconsequente.
Na minha infância, ficou bastante evidente esta divisão através das famílias Gomes de Barros na ARENA e os Vergeti no MDB. Isto era uma loucura! Esses Grupos faziam com que a população se dividisse e se enfrentassem no campo das discussões políticas e até no braço mesmo. Na verdade este vínculo com as famílias eram tão fortes que sobrepunha à questão ideológica.

A questão social ficava prejudicada por esta divisão, pois a separação da sociedade palmarina era explicita, ou seja; que estava em um lado não poderia se relacionar com o outro. As amizades e até os casamentos, era de bom gosto se fosse entre os partidários. Quem não era do mesmo partido era chamado de “CARA PRETA”.

No período das campanhas políticas era um inferno, as pessoas se tornavam inimigas. Os carros de sons que anunciavam os comícios e que vendiam o “peixe” do seu partido convidavam os correligionários para uma noite de promessas, que geralmente nunca eram cumpridas. Os comícios era o termômetro das campanhas. A quantidade de pessoas nos comícios demostrava a força e a capacidade de aglutinação e de mobilização, dos candidatos e do partido.O comício virava um grande acontecimento. Geralmente o palanque era um caminhão, que ficava carregado de gente; com alguns autofalantes amarrados em caibros, para o som alcançar a maior distância possível e o eleitor pudesse ouvir as promessas dos candidatos. 

Durante o dia era uma verdadeira agonia para a população. A poluição sonora era terrível e com músicas mal arranjadas e de péssima qualidade. Em uma rua passava um carro de som com a música:“É Mano, é Mano, é Mono;é Mano simsenhor...”; na outra:“Afrânio Vergeti, candidato a prefeito, vote nele eleitor; dessa vez União toma jeito”;eles passaram pela prefeitura de União e até agora a nossa cidade continua sem jeito.

Hoje com a pluralidade partidária, na nossa cidade, ainda tem gente que nunca deixou de acompanhar seus candidatos, em troca de empregos ou benefícios destes, quando eles chegarem ao poder. Agora a troca de partido virou moda. Todos os políticos estão arrumando em jeitinho de levar vantagem com a troca partidária.


Em União, saíram “Os Caras Pretas” e hoje, a grande maioria dos políticos da nossa cidade são “Caras Pálidas”. Políticos sem ideologia, sem formação política, sem compromisso e SEM VERGONHA NA CARA.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Eu vi e você?

Lembranças do passado, por Sergio Rogério



Eu vi candidato a prefeito falar que: "se ganhar estudante não paga ônibus pra estudar".
Vi este candidato assumir o lugar e esta promessa não honrar!
Vi este já prefeito cair, e o vice por duas horas assumir o lugar!
Vi o prefeito voltar e mandar o vice procurar o seu lugar!
E os TERRENOS na M... continuar.


Vi um debate em 2004 se organizar e o prefeito não ir lá!
Vi comércio de gasolina e hotelaria em União se alastrar!
Vi professores a Educação em um caixão enterrar!
Vi o nepotísmo na prefeitura rolar!
Vi praça boa reformar !
E os TERRENOS no lamaçal continuar.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

As atrações da feira livre

Lembranças do Passado, por Joaquim Maria



 As feiras livres do interior é o lugar onde se comercializa praticamente de tudo. Mas antigamente, além da comercialização de produtos, as feiras serviam para a apresentação dos artistas populares, que andavam pela região, executando as mais diversas formas de expressão de cultural.

O meu interesse pela cultura popular, vem justamente das feiras; porque quando eu era criança, aqui em União dos Palmares, andava a procura destas apresentações e; sempre que encontrava um artista, parava e ficava admirando a sua performance.

Você já sabia que tinha alguma apresentação, pois logo se formava uma aglomeração de pessoas para assistir ao desempenho dos artistas. Na realidade, não havia um local reservado para os shows, em qualquer lugar da feira, em meio a roupas, frutas ou legumes, ali estava alguém se apresentando.

Naturalmente o que mais me atraia eram as rimas feitas pelos violeiros, os versos lidos no folheto de Literatura de Cordel, a rapidez no pensamento ritmado dos cantadores do coco de embolada e claro, o “tarrabufado” da sanfona, com a zabumba e o triangulo, do trio de forró pé de serra.

A maioria dos trios de forró era daqui mesmo. Eu passei muito tempo acompanhando, na porta do mercado de carne, a exibição de Minhoca e Edvaldo (Ceguinho), dois dos mais exímios executores do instrumento mais nordestino de todos: A sanfona. Tendo a companhia de “Seo” José (pai do Ceguinho) Nilson Rôla, Carlinhos Varize e Mário Carniça que se revezavam na zabumba e/ou no triangulo.

Hoje ando pela feira e não vejo mais os sons harmoniosos extraídos das sanfonas, nem os versos metrificados da literatura de cordel, nem o choro lamentoso das violas e nem o trava-língua dos emboladores com seus pandeiros. Por este motivo, as feiras atualmente ficaram muito mais tristes.

domingo, 27 de dezembro de 2015

No quintal de casa, as amoras...

Lembranças do passado, por Joaquim Maria

Foto: internet

Lá pelos anos 70 do século passado, eu morava na Rua Nova, numa casa larga e comprida; com um quintal muito grande, divido com os dos vizinhos por uma cerca de varas e arame.
Neste quintal onde o meu pai criava galinhas, tinha um pé de pitomba, de poucos galhos, que fazia uma sombra na porta da cozinha e que na época da safra, dava uma pitomba pequena de pouca polpa, mas doce.

Era no tronco da pitombeira que ficava amarrado o nosso cachorro, Branch, (leia-se desse jeito mesmo), que fora assim batizado pelo meu pai. Branch era um cachorro muito forte e de muita força. Seus pelos misturados entre os tons escuro e castanho claro; eram grossos e brilhantes. Morreu de velhice.

Se não me falha a memória, tínhamos um pé de amêndoas no meio e no final do quintal, alguns pés de cana caiana. À beira da cerca, vários pés de amora se enroscavam nas varas e nos arames.
Na época nós dormíamos cedo e acordávamos muito cedo também. E era assim, juntos com o nascer do sol; que eu e minhas irmãs íamos para o fundo do quintal colher as amoras pretas e doces, ainda orvalhadas.

No período do inverno, que era bem definido, as amoras cresciam mais viçosas e suculentas, necessitando coloca-las num recipiente, para não sujar os nossos pijamas de mangas compridas feitos de flanela. As amoras eram consumidas antes de a nossa mãe colocar o café da manhã; geralmente cuscuz feito do milho ralado por ela, com o leite de gado fresquinho que teria sido comprado nas primeiras horas do dia.

Depois era só nos aprontar para ir à escola. Não faltava a comparação de qual boca estava mais vermelha, na hora de escovar os dentes. Isto era rotineiro.  Todos os dias tinha colheita de amoras, no fundo do quintal da nossa casa.

Joaquim Maria

terça-feira, 13 de outubro de 2015

DIA 13 DE OUTUBRO

Lembranças do passado...

Por Joaquim Maria


Foto: Olívia de Cáss          Lamparina, instrutor da Fanfarra do Mário Gomes

Na época que eu estudava no Colégio Santa Maria Madalena, ficava apreensivo com a proximidade do dia 13 de outubro, dia da emancipação política de União dos Palmares. Tudo isto acontecia por causa do desfile das bandas marciais dos rivais, Santa e Mário Gomes.

Os ensaios e a preparação do desfile viravam uma festa; tanto para os alunos quanto para a população da nossa cidade.
Maestro Cadenga comandava a banda do colégio Santa Maria, enquanto Lamparina era quem regia a do Ginásio Mário Gomes.

Lembro-me da torcida par ver quem saia mais bonito. Até as roupas eram guardadas as sete chaves, para que o adversário não soubesse como vinha o seu rival. Tudo em absoluto sigilo. Até os dobrados eram ensaiados exaustivamente para que tudo saísse em perfeita harmonia.

Treze de outubro era uma festa. Muitas outras bandas, das cidades circunvizinhas eram convidadas para vir abrilhantar o desfile. Meninas bonitas sempre saíam à frente da banda. Mas tudo estava voltado para os dois colégios rivais. O Santa com o seu tradicional azul e branco e o Mário com suas cores vermelha, puxando para o grená. Tradicionalmente o Mário saía mais enfeitado, às vezes com chapéus, botas e pendões; enquanto o Santa normalmente trazia na sua roupa, não muito mais do que as suas cores.

O ponto culminante da festa era na Praça Basiliano Sarmento. Era lá, onde todas as bandas se apresentavam ao grande público. Era na praça onde os melhores dobrados eram executados. Onde cada componente dava tudo de si para que a sua agremiação tivesse um desempenho satisfatório.

Não lembro se existia alguma premiação; acho que não, mas o contava mesmo, era que a apresentação das bandas saísse da melhor maneira possível. Esses desfiles eram um acontecimento histórico e sempre se comentava durante vários dias sobre quem se apresentou melhor; cada um puxando a brasa para sua sardinha.

 Hoje, com a dissolução patriótica por que está passando o nosso país, não se veem mais esses belos acontecimentos, onde com alegria e muita garra, vários estudante comemoravam com orgulho, as suas datas históricas. Nunca mais aconteceu um grande desfile na maior cidade da zona da mata alagoana. Acho que até as bandas acabaram. É triste.




quinta-feira, 30 de julho de 2015

Não tem dinheiro que pague nem lembrança que apague um lugar especial

Vende-se, Olavo Bilac



Certa vez, um grande amigo do poeta Olavo Bilac queria muito vender uma propriedade, de fato, um sítio que lhe dava muito trabalho e despesa. Reclamava que era um homem sem sorte, pois as suas propriedades davam-lhe muitas dores de cabeça e não valia a pena conservá-las. Pediu então ao amigo poeta para redigir o anúncio de venda do seu sítio, pois acreditava que, se ele descrevesse a sua propriedade com palavras bonitas, seria muito fácil vendê-la.

      E assim Olavo Bilac, que conhecia muito bem o sítio do amigo, redigiu o seguinte texto:

 "Vende-se encantadora propriedade onde cantam os pássaros, ao amanhecer, no extenso arvoredo. É cortada por cristalinas e refrescantes águas de um ribeiro. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranquila das tardes, na varanda."

   Meses depois, o poeta encontrou o seu amigo e perguntou-lhe se tinha vendido à propriedade.

      "Nem pensei mais nisso", respondeu ele. "Quando li o anúncio que você escreveu, percebi a maravilha que eu possuía." 



VERDADE!
Não tem dinheiro que pague nem lembrança que apague um lugar especial, pertinho da natureza.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

FESTA DA PADROEIRA SANTA MARIA MADALENA

Lembranças do Passado...

Por Joaquim Maria


Foto Tony Lima
Falar da grandiosidade da Festa de Santa Maria Madalena, muita gente já falou. Mas neste momento não quero falar da procissão do mastro, nem da procissão da bandeira e nem da procissão das imagens; mas sim falar de uma festa na visão de alguns garotos, sem muita maldade e ainda despertando para um mundo que seria o dele futuramente e como as coisas mais simples da festa, eram bastante valiosas para eles. Esse era o sentimento de todos os meninos e meninas de uma época, não muito distante; mas de grande importância na vida de cada um que viveu a festa.

No meu caso, o meu fascínio pela festa começava com a chegada dos brinquedos. A roda gigante, os cavalinhos, as patinhas, os barcos e outros tantos que toda a garotada gostava. Mas havia outros atrativos que compunham a festa, como os quitutes e os manjares. Os cachorros quentes bem temperados, colocado numa rodela de pão francês; pois se fosse colocado no pão inteiro talvez não tivesse aquele especial sabor. Os roletes de cana, feitos na hora. O caldo de cana. Os rosários de coco. E a maçã do amor? Tão doce e pegajosa mais de um sabor irresistível. Caixas de uvas roxas empilhadas uma sobre as outras eram compradas e consumidas vorazmente pelos frequentadores dos festejos! Esses sabores; ainda guardo comigo. Parece gravado na minha memória e no meu paladar, pois quando penso nessas delícias, a boca se enche de água.

E na praça ao som dos auto falantes, a paquera corria solta. “Telegramas falados” lidos pelos locutores oficiais da festa. Cada telegrama era pago e sempre endereçado para alguém com o intuito de um flerte ou de tirar um “sarro” da cara do outro. “Prezado locutor, peço que rode esta música para oferecer...” Era sempre o mesmo começo. Toda festa acontecia sem bandas profissionais.

Quem era nascido em União, mesmo estando fora; como ainda acontece hoje em dia, vinha sempre participar da festa da padroeira. Encontros entre as famílias, quermesse, bingos todas as noites; leilão de animais e aves doados pela comunidade. Arrematavam-se galinhas e perus assados que eram logo consumidos ali mesmo, com cervejas ou refrigerantes. Mesas e bancos de madeira bruta, com uma toalha, notadamente sem nenhum conforto; eram colocados à disposição da população para a sua acomodação na praça.

Foi um tempo onde a simplicidade era a tônica da festa. Onde o aconchego e a confraternização entre as famílias era o que existia de mais importante. A grandeza do evento todo. As missas, a participação maciça do povo, na devoção a sua padroeira. Era tudo muito lindo.

sábado, 22 de novembro de 2014

Minha Amada União dos Palmares

Por Manoel Simeão


Todas as vezes que retorno de viagem, chegando as proximidades do antigo povoado Caípe e vejo União dos Palmares, ao longe, digo em meu pensamento: "AMO ESSA TERRA, SOU APAIXONADO POR UNIÃO DOS PALMARES". Essa linda cidade rodeada de serras, morros, riachos, do lendário rio mundaú, de lindas paisagens, rica em cultura, histórias, de uma bela gente trabalhadora e honesta. Terra de uma festa centenária, grande evento da região que é a festa da nossa Padroeira Santa Maria Madalena, terra que viverá para sempre em meu coração, em minha vida, a minha bela União dos Palmares.

E nessa declaração de amor a minha cidade que amo tanto, passo a recordar que neste torrão já existiu no passado e que na inocência e simplicidade da época, alegrava, e ajudava a engrandecer o nosso lugar; Falo do Parque Infantil Antenor Uchôa que aos feriados e domingos era aberto a todo criançada. Eu e as demais crianças palmarinas íamos lá andar nos brinquedos, chupar picolés, comer pipocas e degustar peito de veia (como era chamado flau antigamente), eu e minhas irmãs passávamos toda tarde lá era muito bom, bons tempos aqueles. Na época tinha também a Creche Municipal (ficava vizinho ao parque) creche aonde as mães deixavam as crianças.

Existia ainda a fábrica de doce de goiabada que se localizava na Rua Demócrito Gracindo (antiga Rua da Ponte), doce que estava presente em todas as festas de aniversário de nossa cidade. Relembro ainda a fabrica de correntes que dava empregos a dezenas de pessoas e que ao meio dia e à tardinha ouvia em minha fase de menino, a sirene da fabrica apitar avisando o final de expediente, a hora de largar.

Quem também não se lembra dos times do Zumbi e Bangu, dos jogos estudantis palmarinos - JEPS que incendiava a eterna disputa esportiva do Colégio Santa Maria X Ginásio Mário Gomes, também os belos desfile s do dia 13 de outubro, a Capelinha de São Vicente de Paulo aonde eu assistia as missas as sextas às 6 horas da manhã celebradas pelos Padres Emílio e Donald e além de todas essas coisas tinha todo o encanto, beleza, simplicidade de uma cidade pacata sem violência que amava participar das festas de nossa padroeira, a nossa inocente e amada União dos Palmares.

Assim era a minha União dos Palmares, terra que amo e que acho linda, e olhe que conheço boa parte das cidades de Alagoas e União é uma das mais belas, uma das quatro mais belas, só faltam cuidados com nossa querida terra. União de suas praças, árvores, de sua Igreja Matriz, de sua Escola Rocha Cavalcanti em forma de Fórum romano aonde minha mãe estudou, União de sua história que encanta o mundo, de seus escritores que exaltam a beleza de sua gente e dessa terra, União da Prof.ª Salomé da Rocha Barros, do Prof. José Correia Viana, dos poetas Povina Cavalcante e Jorge de Lima, terra dos dias de janeiro em que temos a procissão centenária do Mastro e das noites da procissão luminosa da bandeira, das noites de novenas, dos shows e dos encontros dos palmarinos ausentes com seus familiares na matriz durante as novenas, noites em que encontro vez ou outra durante a festa a minha doce e bela musa.


Essa é a minha amada UNIÃO DOS PALMARES, que amo, que sou fascinado, que minhas palavras são insuficientes para expressar meu amor por essa terra, União amo você!!!!!!!!!

Por Manoel Simeão Moreira
Professor Licenciado em Geografia 

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Aquela escola!

Lembranças do passado

Por Manoel Simeão Moreira

Em minhas lembranças remonto-me aos anos de 1981 e 1982 para lembrar-se da Escola de Aplicação Santa Maria Madalena, que funcionava só no horário matutino no prédio do Colégio Cenecista Santa Maria Madalena, Rua Tavares Bastos, aqui em União dos Palmares. A mesma pertencia à rede estadual de ensino, coordenada pela 7ª CRE. A escola de Aplicação, assim conhecida, ofertava um ensino de qualidade à população palmarina na época. Lembro-me que faziam parte do quadro de professores nos anos em que fui aluno de lá as professoras: NILZA NUNES, CARMEM LÚCIA DE CASTRO, LUCIA ALVES, MARLUCE, WANDA, LENÍ RIBEIRO, TEREZINHA OLIVEIRA, MARIA JOSÉ AMORIM, QUITÉRIA SAMPAIO, VERINHA, Prof. ZITO, A SUPERVISORA IRENE SAMPAIO E A DIRETORA ERA A Professora SUZETE WANDERLEY.

Apesar de ser uma época atrasada, de pouca conscientização dos direitos da pessoa com deficiência, eu era tratado como igual pelos meus professores e pelos meus colegas que passeavam comigo pelos corredores da escola, na sala de aula e quando tocava o recreio (intervalo) e eles iam jogar na quadra esportiva da escola levavam-me junto com eles para assistir seus jogos de 10 minutos e após as aulas até me levavam para casa em algumas vezes. Lembro-me também que por meio de eleição foi implantada o Centro Cívico na escola, teve solenidade de posse e tudo mais e a presidente empossada foi à aluna FABIANA HOLANDA que havia vencido as eleições na disputa de duas chapas. Com o centro cívico funcionando e a supervisão pedagógica todos os meses eram realizados Grêmios culturais, com apresentações artísticas e musicais de alunos da escola e nesses grêmios culturais eu costumava cantar músicas de Roberto Carlos, músicas dele da época como: “A Guerra dos Meninos, Amante a Moda Antiga, Cama e Mesa e Agora Você não está aqui". Cantei por diversas vezes essas músicas nos grêmios e na sala de aula, os meninos e professores sempre me chamavam para apresentar-me. Fiquei conhecido como o menino da cadeira de rodas que cantava as músicas de Roberto Carlos.

Foi uma época boa da minha infância vivida naquela escola que além dos grêmios culturais lembro também do belo desfile que a Escola de Aplicação realizou no dia 13 de outubro (emancipação política de União) aonde a escola levou para a população a História de União, e assim saiu uma menina em uma gruta representando Santa Maria Madalena, um menino representando Domingos Jorge Velho e outros os Bandeirantes, outro aluno como Zumbi dos Palmares, além de uma máquina Maria Fumaça (trem antigo) e outros personagens da história de União, foi um desfile lindo, belo, isto foi no ano de 1981. Outro momento que relembro já foi em 1982 quando em junho daquele ano vivemos a Copa do mundo da Espanha (estávamos na 4ª série) e como crianças, que éramos, ficamos tristes quando a seleção brasileira perdeu por 3x2 para a seleção da Itália no estádio de Sarriá em 05 de julho de 1982. A derrota era só o que comentávamos na sala de aula. O Prof. ZITO CAVALCANTE comentava a derrota conosco e nos dizia que apesar da derrota o importante era a participação do Brasil, era meio que um consolo.

A nossa turma em 1981 (3ª série) e em 1982 (4ª série) era formada praticamente pelos mesmos alunos, eis ai seus nomes: MANOEL SIMEÃO, NIVALDO MARINHO, GEOVANE GOMES (falecido), GEANE GOMES, CLEIDE, OSVALDO, SÉRGIO ARESTIDES, ANDRÉIA ARETISDES (hoje Viana), HELENA (da usina Laginha), ELIANE TAVARES, PAULINHO SARMENTO, DÉBORA SARMENTO, ROSELÍ NASCIMENTO (usina Laginha), JOSENILDO GOMES, JOSENILDO TEIXEIRA, LINDINALVA MATIAS, WADSON e tantos outros. Já de outras séries (3ª e 4ª série) daqueles anos lembro que estudavam na escola: NELITO GOMES DE BARROS, MARIA GOMES DE BARROS, FABRÍCIA HOLANDA, FABIANA HOLANDA, KAREN, DANIELLE MELO, A IRMÃ DE DONA NADJA PRAXEDES, CÍCERO (hoje pastor da Igreja Maranata) e alguns outros. Foi uma época boa de minha vida, devido ao respeito que os colegas me tinham, pelo carinho dos professores e direção e em especial de DONA NILZA NUNES E CARMEM LÚCIA, MARLUCE, TEREZINHA OLIVEIRA E LENÍ RIBEIRO que foram como mães para mim. Elas (Marluce, Terezinha e Suzete) conseguiram até uma cadeira de rodas para mim na antiga LBA.
Naquela época tive a minha primeira musa, foi lá que aprendi a ler e a escrever e tenho duas fotos que retratam a minha passagem pela escola de Aplicação; uma tirada em sala de aula (na 4ª série em 1982) por Ladovane Cabral que era fotógrafo e na foto está perto de mim a minha prima e colega de turma GEANE GOMES FEITOSA e a outra foto tirada por JOAB onde estou EU, A Prof.ª CARMEM LÚCIA E O PADRE DONALD, foi na festa de encerramento e entrega de diploma no mês de dezembro de 1982.

Muitos anos depois passei no vestibular de Geografia da Uneal que funcionava no Colégio Santa Maria Madalena e a sala a qual fui estudar geografia foi aonde cursei a 3ª série em 1981, aquilo me fez voltar no tempo, lembrava dos COLEGAS E PROFESSORES, era como se tudo estivesse se passando de novo naqueles instantes da Uneal.
Foi uma pena a ESCOLA DE APLICAÇÃO SANTA MARIA MADALENA ter fechado as suas portas, pois apesar da luta das professoras e direção da época, não teve uma autoridade que tivesse garantido um prédio próprio para aquela amada escola, com o seu fechamento foram menos vagas de estudo para as crianças de nossa terra. Aqueles anos na escola de Aplicação, naquela unidade de ensino, foi uma bela e boa fase de minha vida, pela inocência que tínhamos, pelo coleguismo, pelo carinho dos professores e por ficar conhecido como o menino cantor da escola e da sala de aula das PROFESSORAS NILZA E CARMEM LÚCIA.

Manoel Simeão Moreira
Aluno da Escola de Aplicação Santa Maria Madalena-1981/1982

domingo, 22 de junho de 2014

Um Prazeroso Conto Adolescente

Lembranças do passado...

Por Joaquim Maria


Foto da internet
Na vida, existem vários momento ou fases que temos normalmente que atravessar. Há algum tempo, fazíamos maior alvoroço para saber quem seria o primeiro a desfrutar dos carinhos da nossa querida Nalva (nome fictício). Depois da decisão ou em comum acordo éramos conduzidos ao leito da meretriz onde saciávamos os nossos desejos de adolescente e afirmávamos nossa condição de homem. Tudo se seguia calmamente e sigiloso. Um após o outro iam recebendo os afagos daquela mulher sem sobrenome e sem idade definida. Mas nada disso importava para aqueles rapazes com as idades entre os 13 e 15 anos, que faziam suas economias para promover esses encontros; que eram quase sempre muito bem articulados. Nada ou quase nada, conseguiria estragar esses momentos de lazer. Podemos até admitir que a higiene não era a nossa prioridade, mas a nossa anfitriã fazia de tudo para nos manter bem à vontade.

Ao término do encontro, saímos eufóricos e comentando sobre o ocorrido e já fazíamos uma previsão de quando seria a nossa próxima noite de sexo.

Hoje, quase todos nós somos casados e ainda nos lembramos dessas noites que ficávamos nos braços de Nalva, aquela que nos presenteava com seus variados carinhos em troca de alguns trocados. Difícil era encontrá-la na rua, quando a gente vinha em companhia de alguém da família; mas a nossa amiga sempre foi muito discreta e a única reação era um olhar e um pequeno sorriso, quase imperceptível que escoria pelo canto da sua boca. Hoje não sei aonde ela habita e se vê-la, talvez não a reconheça, mas desejo que ela esteja bem e feliz; embora eu não consiga imaginar que uma pessoa de tão poucos recursos e que precisava se vender para conseguir algum dinheiro, tenha obtido algum sucesso na vida.

Agora restam apenas boas lembranças de uma época onde a dificuldade de ter uma iniciação sexual era muito grande e fazia-se de tudo, até seguir o próprio instinto em busca da autoafirmação entre os amigos.

Atualmente é preciso se prevenir contra as doenças sexualmente transmissíveis. Por isso meus queridos jovens; protejam-se. Façam sexo seguro e com responsabilidade!!!

 Se você tem lembranças do passado que deseja  externá-las, envie para nivaldomarinho@hotmail.com.
A próxima história pode ser a sua!

sexta-feira, 25 de abril de 2014

FUTEBOL NA RUA NOVA

Lembranças do Passado

Por Joaquim Maria





Um dos grandes acontecimentos do domingo a tarde nas cidades do interior era o futebol. Praticado na maioria das vezes por amadores, era um evento esportivo que tinha uma excepcional cobertura, dos meios de comunicação da época e do boca a boca, nas pequenas cidades.

Já assisti vários jogos e cheguei até a jogar no pequeno campo da Rua Nova, denominado Estádio Mário Gomes de Barros. Estádio este de péssimo gramado ou quase sem grama; onde desfilaram alguns dos maiores craques do futebol alagoano. Buracos por toda parte, faziam com que o domínio da bola fosse quase impossível. A torcida ao lado do campo, em pé, (alguns traziam cadeiras de casa); ficava espremida entre uma corda, que também ficava quase em cima da marcação lateral do campo e do muro. Quando qualquer jogador chutava a bola para lateral, era preciso fazer malabarismo para se livrar das boladas. Sem contar que por várias vezes o muro desabou sobre os torcedores, sempre ferindo alguns.

Mas todo domingo era especial no campo da Rua Nova, hoje desativado, deu lugar a um condomínio, privando a nossa cidade de revelar uma quantidade maior de atleta.

Fantástico era ver os clássicos entre os vários clubes locais. O Bangú e o Zumbi. Quem da nossa época não se lembra do Náutico, do Guarani da Rua do Cangote... E quantos jogadores passaram pelo estádio Mário Gomes de Barros, como: Maniquinha, Lobinho, Zé Galego, Biuzinho, Abraão, Beto da Várzea Grande, Ohara, os irmãos Praxedes, os Cabeleiras; quanta gente boa de bola.


Mesmo com todas as dificuldades em comprar os materiais esportivos e que também eram de péssima qualidade, os artistas da bola conseguiam fidelizar os torcedores que não perdiam um só domingo, para ver uma partida de futebol, no campo esburacado e sem grama da nossa querida Rua Nova.