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quarta-feira, 14 de outubro de 2020

União dos Palmares “Terra da Liberdade”



Valdo do Calçamento


O gestor fala em terra da liberdade: 

Terra da liberdade
A qual você ver pela na rua cachorro e “cavalo vira lata” que come saco de lixo;

Terra da liberdade
Que você ver as crianças trafegando com motos como se fossem um brinquedo qualquer;

Terra da liberdade
Onde os donos de construções colocam os entulhos no meio da rua impedindo a passagem dos pedestres;

Terra da liberdade
Que você vê um lixão quase dentro da cidade, o tempo todo pegando fogo e a fumaça acabando com a saúde da população;

Terra da liberdade
Que você vê as blitz da polícia, sem êxito, porque os meninos entram no zap zap e indicam o local;

Terra da liberdade
Que você vê os passeios públicos bloqueados  por pontos comerciais e carros nas calçadas;

Terra da liberdade
Que já deveria ter esse nome mesmo, “TERRA DA LIBERDADE” e não União dos Palmares.

Por Valdo do Calçamento

sábado, 14 de setembro de 2019

A ESCRAVIDÃO NA TERRA DE ZUMBI



União dos Palmares, terra da liberdade! Terra do herói negro Zumbi dos Palmares. Terra que deveria ser sinônimo e exemplo de luta e resistência aos desmandos dos senhores feudais, que de forma proposital, ainda tentam se perpetuar no poder em pleno século XXI, ainda convive com a escravidão quase total do seu povo. 

O período de escravidão passou, mas parte da população não acordou para isso. Vivem atrelados a quem detém o poder político e econômico; geralmente são pessoas que não têm disposição para o trabalho, que entraram numa “zona de conforto”, sendo subservientes, aos políticos assistencialistas, fazendo uso do puxa-saquismo como meio de vida e, portanto continuam sendo escravos da manutenção do poder.

Fazem parte do jogo, os contratos de trabalhos para o fortalecimento da base política. Isto é de conhecimento público. São centenas de contratos cedidos a parentes e amigos. Quem está desempregado não vai recusar a oferta de emprego, é o mesmo que oferecer comida a quem está com fome. Assim toda família do contratado fica despojada de pudor e impregnada pelo sentimento de gratidão com o gestor e com quem o indicou. E para manter-se no cargo, necessariamente não poderá ir de encontro às posições política da gestão onde se encontra inserida.

Diferente de quem é aprovado em concurso público, pois tem sua independência política, não deve sua cabeça a ninguém, pode questionar e exigir melhorias. Assim, de forma indireta e inconsciente o povo tem sido escravizado politicamente e por que não dizer, em todos os sentidos. 

Quem acredita na liberdade, proposta por Zumbi e na emancipação do povo ao modelo de gestão atual é sumariamente definido como oposicionista e como tal é abominado pelo poder. 
 Uma coisa é certa, não temos mais Zumbi, mas temos seu exemplo de luta, coragem e determinação, como bandeira para exigir concurso público, educação de qualidade, transporte gratuito para os estudantes, saúde, lazer, emprego e renda.  
        
 Sem luta, não há conquistas, pense nisso!


sexta-feira, 7 de junho de 2019

sábado, 26 de maio de 2018

UNIÃO: ORGULHO E VERGONHA NO ÚLTIMO MEIO SÉCULO.


União precisa ser, também, a terra da Josefa, do Cícero, do Antonio, do João, do Marcelo...



Gilson Monteiro, Jornalista Palmarino

  • Nos últimos 50 anos passaram pela prefeitura de União dos Palmares 15 prefeitos. Meio século de gestores de todas as ideologias e partidos que deixaram um saldo minguado de realizações. Tão minguado que, em pleno século 21, candidatos ainda usam adjetivos como “mudança” e “avanço” em seu marketing de campanha.
    Obviamente que correligionários, puxa-sacos e apaixonados ideológicos pelas sopinhas de letras partidárias vão levantar a voz e dizer que fulano fez a praça tal, beltrano calçou um bairro, e até mesmo dizendo que minha visão é pessimista. Mas vamos por os últimos 50 anos de administração de União na mesa e verificar: O que realmente foi feito nesse meio século?
    Há meio século as precárias ambulâncias carregam doentes para a capital, seja para curar um câncer ou uma infecção intestinal.                                                                                
  • Há meio século União convive com doenças como esquistossomose, verminoses e tuberculose. Mazelas do século 17, quando a cidade foi fundada. Ou seja, nem nas doenças a cidade se “modernizou”.
    Há meio século a Santa Fé vive num estado de miséria vergonhoso, inaceitável e constrangedor para qualquer cidadão que tenha direito às três refeições diárias. Gente tratada feito bicho, cuja única diferença de um animal está no fato de que portam título de eleitor para sustentar a elite. Nada mais.
    Há meio século os grupos culturais sobrevivem sem apoio, mendigando um troco para dar uma contribuição crucial com o crescimento social do município, mas que os gestores ignoram para não modificar sua política do pouco pão e circo de péssima qualidade.                                                                                                                                     
  • Há meio século estudantes se espremem em ônibus para vir estudar em Maceió, com a agravante que nesta última década precisam pagar por isso.
    Há meio século os palmarinos vivem ou do trabalho no setor sucroalcooleiro ou do pequeno comércio, que apenas inchou, fazendo milhares de pais e mães de família ratearem meia dúzia de fregueses sem perspectiva de crescimento.
    Há meio século que os palmarinos são “empregados” por um comércio desumano, que rasga as leis trabalhistas, transformando o trabalhador numa máquina automatizada, sem folgas ou tempo para qualificação.
    Há meio séculos pré-adolescentes vivem de “carregos” na feira-livre como forma de sobreviver dignamente, perdendo a infância e juventude, e o pior, deixando a escola em segundo plano.
    Há meio século o Roberto Correia de Araújo/Vaquejada incham, se transformando, sob os olhos dos gestores, num verdadeiro mostro urbano tomado pela miséria e pela violência.

    Essas respostas são minhas, mas podem ser colocadas na boca de qualquer morador que testemunhou os 50 anos da cidade. Acho difícil discordar que mudança e avanço não estão no dicionário dos gestores de União há décadas. Por isso acho constrangedor, irônico, um verdadeiro acinte, seja qual for o grupo político falar em “mudança”, “avanço” ou qualquer outro adjetivo hipócrita do tipo.
    União não cresceu. Inchou. E “progredimos” sim, mas no pior sentido da palavra, pois já temos drogas, fome e prostituição. Nossa política nojenta de surrupiar os cofres do município inconsequente e desumanamente conseguiu “importar” o que há de pior nos grandes centros urbanos.                                                                                                                                                                                                                                         
    Chega a ser chocante constatarmos que esse cenário pertence a um município que recebeu do governo federal, via transferência de recursos, R$ 262 milhões, arredondando-se para menos, somente nos últimos 5 anos. (Dados do Portal Transparência)                                                                                                                            
  • União é, e tenho orgulho disso, a terra de Jorge de Lima, Maria Mariá e Zumbi. Mas a luta de Zumbi na Serra da Barriga, um marco nacional, precisa fazer parte do nosso passado, e não permanecer se repetindo no presente das periferias miseráveis de União. A Nega Fulô precisa se transformar de vez em poesia, e não permanecer nas cozinhas nada literárias da atual elite que ainda não se deu conta da Lei Áurea. E para isso, é preciso termos pelo menos, um naco da inteligência e caráter que teve nossa imortal Maria Mariá.                                                                                                                                 
    União precisa ser, também, a terra da Josefa, do Cícero, do Antonio, do João, do Marcelo, do Sebastião, da Madalena e de tantos outros que estão escrevendo o futuro de uma terra que ainda não conheceu, de fato, a liberdade.

    P.S.: Para os desavisados, sou palmarino, mas voto em Maceió. Não sou nem azul nem do encarnado!  Gilson Monteiro.
               Artigo publicado em  setembro de 2012


sábado, 30 de dezembro de 2017

União dos Palmares precisa avançar, essa é a esperança de todo palmarino

Há décadas tem aumentado a safras de prefeitos ruins...


Quem vive em União, a terra que deveria ser sinônimo de liberdade, assiste há décadas o crescimento da safras de prefeitos ruins... O povo não tem sido prioridade nos governos que alimento um modelo arcaico de escravidão na terra de Zumbi. O município que sonha em viver do turismo, não dá o devido valor aos que promovem a cultura que é lembrada apenas no dia 20 de novembro.

União vinha de um caos administrativo tão grande que a comunidade se satisfaz com uma rua limpa e com a  pintura do meio fio. É como diz a história, na teoria do nada, quem faz pouco é muito. Esperávamos muito mais da administração do prefeito Kil, que vem cometendo os mesmos erros da primeira gestão, em pouco menos de um ano de governo, não conseguiu realizar com êxito uma única licitação, o povo morre a míngua, os descasos da saúde superou o governo de Beto Baia.

Contudo, nada está perdido, em 2018 se o prefeito Kil cumprir com 10% das promessas feitas, nosso município será um paraíso, pois atualmente vive um caos administrativo. É sonho de todo palmarino que quer ver União crescer. Deus ilumine e der sabedoria a nossos gestores, para que usem suas prerrogativas de servidores públicos em benefício da comunidade, pois até outrora só se pensou nos coloios  e  minorias. 

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

ZUMBI DOS PALMARES



ZUMBI
“REI DOS PALMARES”





Em 1655, Zumbi[1] nasceu livre em uma das inúmeras povoações palmarinas, sendo capturado por uma expedição portuguesa comandada por Brás da Rocha Cardoso e entregue ao missionário português Antônio de Melo, vigário de Porto Calvo, quando tinha aproximadamente seis anos. Logo, foi batizado, pelo vigário, com o nome de “Francisco”.
Enquanto viveu com o padre, Zumbi, na época Francisco, recebeu os sacramentos, aprendeu português e latim e ajudava diariamente na celebração da missa. Mas, apesar das tentativas de torná-lo “civilizado”, em 1670, escapou e retornou ao seu local de origem, o quilombo dos Palmares, onde adotou o nome de Zumbi.
Quando chegou em Palmares, Zumbi foi acolhido por Ganga-Zumba, então líder, e tornou-se conhecido pela sua destreza e astúcia na luta. Com apenas 20 anos, em 1675, na luta contra os soldados portugueses comandados pelo Sargento-mor Manuel Lopes, Zumbi revela-se grande guerreiro e organizador militar.
Em 1678, o Governador da Capitania de Pernambuco, Ayres de Souza de Castro, cansado do longo conflito com Palmares, se aproximou do líder do quilombo, Ganga-Zumba, com uma oferta de paz. Foi oferecida a liberdade para todos os escravos nascidos no quilombo, além de concessão de terras aos palmarinos em local em que pudessem viver e plantar, se, porventura, eles se submetessem à autoridade da Coroa Portuguesa.
A proposta foi aceita por Ganga-Zumba, mas Zumbi, que nesta época já era comandante-geral das tropas quilombolas, olhava os portugueses com desconfiança e se recusou a aceitar a liberdade para algumas pessoas do quilombo enquanto outros negros eram escravizados. Sendo assim, rejeitou a proposta do Governador e desafiou a liderança de Ganga-Zumba.
Com a morte de Zumba, que foi envenenado quando já se encontrava em terras doadas pelo Governo de Pernambuco, Zumbi torna-se o novo líder do quilombo dos Palmares e promete continuar a resistência contra a opressão portuguesa.
Em 1685, o próprio Rei de Portugal, D. Pedro II – “O Pacífico”, escreve uma carta a Zumbi propondo perdão a todos os negros do quilombo, desde que o comandante do quilombo e todo o seu povo aceitassem a condição de fiéis e leais súditos.
Zumbi não responde a carta e os ataques a Palmares prosseguem, inclusive por parte de uma expedição comandada pelo também negro Henrique Dias que teve destaque nas lutas para expulsar os holandeses do Nordeste brasileiro, mas os negros livres, heroicamente, resistem.
Nomeado Governador da capitania de Pernambuco, em 1693, Caetano de Mello e Castro, decide, então, exterminar os negros de Palmares de qualquer de maneira. Este, contrata o bandeirante Domingos Jorge Velho, para que, com sua tropa de índios e mamelucos, comandasse o exército híbrido que deveria, de uma vez por todas, acabar com Palmares.
Na primeira investida, é obrigado a recuar ante a reação dos negros. No segundo ataque a Macaco, em 29 de janeiro 1694, os quilombolas resistem mais uma vez, matando diversos soldados e deixando centenas de feridos.
Porém, o terceiro ataque, em 06 de fevereiro de 1694, é mortífero. Com o reforço da tropa comandada por Bernardo Vieira de Melo, Domingos Jorge Velho consegue, enfim, arrasar Palmares.
Mesmo ferido, Zumbi e dezenas de seus homens conseguem escapar do ataque e se refugiam na floresta.
Antonio Soares, um dos principais aliados de Zumbi, é capturado em Penedo e entregue ao Capitão Furtado de Mendonça. Sob tortura, acaba falando onde é o esconderijo de Zumbi e aceita guiar a tropa em troca de uma oferta de liberdade proposta em nome do Governador.
O novo quilombo de Zumbi, naquela ocasião, se situava na Serra Dois Irmãos, banhada pelo Rio Paraíba. Furtado de Mendonça conhecia bem o local, onde no ano anterior Zumbi conseguira evitar travar um combate com os paulistas. Porém, nesse dia, Zumbi estava acompanhado apenas por seis guardas, tendo em vista que os outros combatentes tinham saído para fazer um reconhecimento de rotina pelas redondezas.
Em 20 de novembro de 1695, a tropa de Furtado de Mendonça aproxima-se prudentemente do quilombo. Uma vez estabelecido o cerco, Antonio Soares se destaca do grupo e vai à direção de Zumbi e, sem hesitar, o esfaqueia, dando o sinal para o ataque. Aproveitando-se da surpresa provocada pelo seu gesto, Antonio Soares foge imediatamente. Zumbi, mesmo ferido, luta bravamente, mata alguns soldados, mas cai, ferido mortalmente.
Zumbi foi baleado 15 (quinze) vezes, teve seu pênis decepado, um dos olhos arrancados e a mão direita, também, decepada, num claro sinal de medo e ódio que provocava às hordas de assassinos dos senhores coloniais.
O corpo de Zumbi foi transportado até o povoado de Porto Calvo, aonde foi apresentado à Câmara Municipal. Após ter seus restos mortais reconhecidos por sobreviventes de Palmares, Zumbi teve sua cabeça decapitada, salgada e exposta em praça pública no alto de um mastro na cidade de Recife, por ordem do Governador de Pernambuco, Caetano de Melo e Castro. Essa teria sido uma forma de intimidar novas rebeliões negras e tranqüilizar os senhores de escravos, visando ainda desmentir a crença da população sobre a lenda da imortalidade de Zumbi.      
Em 14 de março de 1696, o Governador de Pernambuco, Caetano de Melo e Castro, escreveu ao Rei, D. Pedro II – “O Pacífico”: “Determinei que pusesse (a cabeça de Zumbi) em um pau no lugar mais público desta Praça para satisfazer os ofendidos e justamente queixosos e atemorizar os negros que supersticiosamente julgavam-no imortal”.
Como você ficou sabendo através desse breve resumo, Zumbi viveu apenas 40 anos, mas viveu o bastante para entrar para a história e ser considerado o maior ícone da resistência negra ao escravismo em nosso país. Tanto, que no ano de 1997, 302 anos após a sua morte, o seu nome foi inscrito no Livro de Heróis da Pátria, instalado no Panteão da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Fabricado em aço escovado, até então o livro tinha apenas o nome do inconfidente Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.
Seis anos depois, em 2003, através da Lei nº 10.639, de 09 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira, sancionada pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a data de sua morte, 20 de novembro, foi incluída no calendário escolar como o “Dia Nacional da Consciência Negra”.
No dia 11 de novembro de 2011, a Presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei nº 12.519, que Institui o 20 de novembro como o “Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra”, decorrente de um projeto da ex-senadora Serys Slhessarenko (PT/MT).
Comemorar o Dia Nacional da Consciência Negra nessa data é uma forma de homenagear e manter viva em nossa memória essa figura histórica, mas não somente a imagem do líder, como também sua importância na luta pela libertação dos escravos, concretizada em 13 de maio de 1888, através da Lei Áurea (Lei Imperial n.º 3.353).
“Deus da Guerra”, “Fantasma Imortal” ou “Morto Vivo”, seja qual for a tradução correta do nome Zumbi, o seu significado para a história do Brasil e para o movimento negro é praticamente unânime: Zumbi dos Palmares é o maior ícone da resistência negra ao escravismo e de sua luta por liberdade.

Fonte: A terra da Liberdade - Franco Maciel


[1] A palavra Zumbi, ou Zambi, vem do termo "nzumbe", do idioma africano quimbundo, e significa, fantasma, espectro e alma de pessoa falecida.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

OS NEGROS DE UNIÃO DOS PALMARES

A quem "eles" querem enganar chamando de rei libertador, de heroi nacional e seus descendentes sendo tratado sem nenhum valor! Thiago Correia.

sábado, 29 de novembro de 2014

Seja bem vindo a Terra da Liberdade

União dos Palmares vive uma crise política e administrativa, todavia,  amanhã há de ser outro dia...




domingo, 23 de março de 2014

A Escravidão na terra de Zumbi


modelo de oposição falida...



União dos Palmares, terra da liberdade! Terra do herói negro Zumbi dos Palmares. Terra que deveria ser sinônimo e exemplo de luta e resistência aos desmandos dos senhores feudais, que de forma proposital, ainda tentam se perpetuar no poder em pleno século XXI, ainda convive com a escravidão quase total do seu povo.  

O período de escravidão passou, todavia parte da população não acordou para isso, vivem atrelados a quem detém o poder político e econômico; geralmente são pessoas que não têm disposição para o trabalho, que entraram na “zona de conforto”, sendo subservientes, aos políticos assistencialistas, fazendo uso do puxa-saquismo como meio de vida e, portanto continuam sendo escravos da manutenção do poder.

Fazem parte do jogo, os contratos de trabalhos para o fortalecimento da base política. Isto é de conhecimento público. São centenas de contratos cedidos a parentes e amigos. Quem está desempregado não recusa oferta de emprego, é o mesmo que oferecer comida a quem está com fome. Assim toda família do contratado fica despojada de pudor e impregnada pelo sentimento de gratidão com o gestor e com quem o indicou. E para manter-se no cargo, necessariamente não poderá ir de encontro às posições política da gestão onde se encontra inserida.

Portanto, o concurso público pode nos proporcionar a independência política, quem é aprovado pelo mérito de seus estudos, não deve sua cabeça a ninguém, pode questionar e exigir melhorias. Assim, de forma indireta e inconsciente o povo tem sido escravizado politicamente e por que não dizer, em todos os sentidos. 
  
Os servidores contratados geralmente são usados como moeda de barganha de negociação entre os poderes legislativos e executivos. Quem apóia o governo pode indicar parente e amigos. Recentemente alguns vereadores tiveram suas indicações de  contratos encerradas, por deixar de rezar na cartilha do governo Baia. Em breve ouviremos alguns  discurso inflamáveis prometendo  mudança e chorando pelo  leite derramado, "modelo de oposição falida".

A verdade é uma só, mudaram-se os prefeitos de nossa cidade, no entanto o modelo político e os maus costumes permanecem, enquanto o povo não se educar, tomar vergonha na cara e mudar o hábito de vender o voto ou trocar por migalhas, não ficaremos livres de políticos corruptos e a terra da liberdade vai continuar escravizada.

Uma cosa é certa, não podemos deixar morrer o seu exemplo de luta, coragem e determinação deixado por Zumbi. União precisa se emancipar dos maus políticos, chega de corrupção.