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quarta-feira, 8 de março de 2017

O retrato da feira livre

Por Ana Paula de Melo


Ana Paula, diretora do Abrigo Santo Antonio


No blog do professor Nivaldo Marinho tem uma crônica que retrata com muita sabedoria esse momento que estamos vivendo com relação a organização da feira de União.

Morei na Miguel Palmeira dos 7 aos 22 anos, quando me casei. Por sinal, ali era a feira das panelas. Parece que estou vendo e ouvindo aquele som. Dá armação das bancas, dos pratos e panelas na minha porta. Uma festa. Lembranças maravilhosas.

Pois bem... Hoje não temos mais esse privilégio de ter cada coisa em seu setor, onde poderíamos pechinchar, escolher o melhor...
Fui morar longe da feira, quando casei. Pense como achei ruim... Kk
Mas para organizar minha vida, casar, tive que passar por isso. Hoje a feira é um passeio para mim. Me arrumo e vou para feira com meu marido e as vezes meus filhos.
Infelizmente a feira de hoje não é aquela de minha infância...

Bagunça, sujeira que alguns feirantes insistem em fazer de conta que é normal, perigo...
Meu pai (in memória) caiu na feira, ao tropeçar na ferragem de uma banca desmontada.
Se a gente não tomar cuidado, mete o rosto num desses toldos que colocam bem baixo....
Queria levar os idosos da Casa do Pobre para passearem, comprarem na feira, mas não tem como...

Amigos feirantes, vocês sabem do respeito que temos por vocês. Percebo que assim como eu, as pessoas não querem de forma alguma ficar sem essa feira eu nem tão pouco prejudicar você ou qualquer outro guerreiro da feira de União...
A feira também é nossa e queremos que ela se organize. Agora precisa ajudar... Ceder, se reinventar, aprimorar.

Nós vamos até comprar mais. Com mais conforto, segurança... Tudo organizado é bonito de se ver, bom de estar e comprar! Façam a parte de vocês que nós faremos a nossa! E no final, todo mundo saí feliz! Assim seja!

Fiquem com Deus!

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